Comitê de Reformas da CBF precisa, antes, reformar os procedimentos de seus integrantes

Ao anunciar a criação de um “Comitê de Reformas”, com a suposta função de orientar mudanças na entidade, a CBF tratou de, em tempos de CPI do Futebol e quebras de sigilos, demonstrar a transparência que, todos sabem, não possui.
Basta uma rápida olhada na lista de “reformadores”, com nomes deploráveis ao lado de inocentes úteis, para perceber o real objetivo da ação.
Pinçamos:
– Dr. Luis Felipe Santoro, advogado do Corinthians, braço direito de Andres Sanches, que, por ele, emprestava escritório para reuniões de pagamentos de comissões não contabilizadas no clube, e, com ele, viajou aos Emirados Árabes, testemunhando as fracassadas tratativas pelo naming-rights, em que, se fala, o deputado exigiu 20% de “taxinha”;
– Ana Paula de Oliveira, ex-bandeirinha, absolutamente comprometida com a suspeita cúpula da arbitragem nacional;
– Caio Cesar Vieira Rocha, presidente do desmoralizado STJD;
– Carlos Alberto Torres, Ricardo Rocha e Edmilson, ex-jogadores incapazes de, enquanto “convidados” da CBF, contrapor-se a seus desejos;
– Leco, uma piada de péssimo gosto na presidência do São Paulo, assim como Rogério Caboclo, também ligado ao clube, ambos com o único desejo de puxar o saco da Casa Bandida para ficar de bem com o sistema;
– Carlos Alberto Parreira, “cebeefista” de coração;
– Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo, que tem sua própria gestão indicando os conhecimentos que possui para contribuição;
– Castellar Modesto, Ednaldo Rodrigues Gomes, Leomar Quintanilha, todos dirigentes de Federações, por consequencia, experientes no ritual de “beija-mão”, tradicional na CBF;
– Walter Feldman, ex-diversos partidos, que aperfeiçoou-se, nos últimos meses, enquanto ‘porta-voz” de Marco Polo Del Nero, na arte de passar vergonha sem ficar ruborizado;
Há outros, não tão complicados, mas, lamentavelmente, sem a menor chance de saírem vivos da toca dos leões.
