Conselheiro repercute grave denúncia sobre as categorias de base do Palmeiras

O “Lobo” e as “organizadas”

Por GILTO AVALLONE *

Os diretores nomeados para as categorias de base são da maior credibilidade, mas, por precaução, é obrigação apurar denúncia feita por um ex-funcionário do setor, para saber se é verídica ou não.

Os documentos foram enviados ao diretor, que o denunciante chama de Roberto, divulgados pelo mesmo.

Seu subscritor trabalhou, como diz na carta enviada, três anos e meio no Atlético Paranaense, três anos e meio na Traffic, e um ano no Grêmio/RS.

Informa ter sido contratado por um cidadão de nome Damiani e que havia recebido ordens do Presidente Nobre de manter seriedade no trabalho.

Alega que, apesar disso, após a reeleição do Presidente Nobre a coisa desandou de uma maneira brutal.

O denunciante foi obrigado a receber jogadores para as categorias de base sem condições, bem como também de receber jogadores que haviam sido dispensados das avaliações, por não terem a mínima condição de fazer as mesmas.

Denúncia ainda, na carta, um cidadão de nome Lima, que era sempre recebido na sala do coordenador e que tinha uma certa influência no Departamento.

Por fim, em contato com pessoa de sua amizade, não na carta, informa da influência de um empresário de nome Luiz Rocha na indicação de jogadores para as categorias de base.

*GILTO AVALLONE é advogado, conselheiro e membro do COF do Palmeiras

Facebook Comments

Posts Similares

1 Comentário

  1. Prezado Paulinho,

    Como vai?

    Depois de muito tempo resolvi escrever-lhe a respeito do artigo que redigiu sobre mim, sob o título “Empresário influente na base do Palmeiras é ligado a Kia Joorabachian”.

    Apenas para relembrar, ensejaram seu texto, à época, em 2016, denúncias trazidas a público pelo Sr. Gilto Avalone sobre irregularidades na contratação de atletas para as categorias de base do Palmeiras.

    Infelizmente, o Sr. Gilto Avallone faleceu em dezembro de 2020 e não poderá ler o texto que ora escrevo. Mas não poderia concordar mais com ele: todas as denúncias, independentemente da fonte e de quem seja o alvo das acusações, devem ser investigadas.

    No Brasil, infelizmente, não estamos acostumados a que as pessoas tenham êxito por competência e esforço, tantos são os que “se dão bem” cometendo crimes. Há, contudo, muitos cidadãos honestos, os quais, assim como eu, trabalham duro para construir uma história correta e fazer o melhor em suas áreas de atuação.

    Aproveito para mencionar que, neste ano, decidi contar em meu blog, no qual trato sobre este árido universo do futebol, algumas histórias de transações pouco transparentes e ilegais. Ao longo de 20 anos atuando neste meio, pude comprovar que se trata de um terreno contaminado por práticas de corrupção, as quais sempre repudiei. Abracei como missão mostrar que é possível fazer diferente e combater quem insiste em fazer igual.

    Feita essa breve contextualização, vamos à análise do seu artigo. Informo-lhe, inicialmente, que não conheço, a não ser por nome, o empresário Kia Joorabachian.

    Quem fez a denúncia referida pelo Sr. Avallone, e repercutida por você, trabalhou três anos na Traffic. Não preciso discorrer aqui sobre o “modus operandi” da empresa fundada por José Hawilla e hoje administrada por Frederico Pena.

    Não obstante, como dissemos anteriormente, investigação minuciosa deve ser conduzida, para qualquer denúncia, independentemente da fonte.

    O denunciante informa que foi contratado pelo Damiani. Sugiro que você leia o artigo que escrevi recentemente, “Desculpe-me, Marta”, para entender um pouco sobre a minha relação com o ex-diretor do Palmeiras. Cabe, contudo, ressaltar que minha “influência” no Palmeiras dava-se, unicamente, pela competência com que eu e minha equipe executávamos o nosso trabalho.

    Por exemplo, identificamos o atacante Endrick, aos dez anos de idade, em Brasília, e o levamos para o Palmeiras. Hoje não mais prestamos serviço para a família do Endrick, a qual recebeu uma pequena fortuna da TFM (ex-Traffic) para romper o vínculo que mantinha conosco. Veja bem, trata-se da mesma empresa para a qual o denunciante trabalhou.

    Admiro sua coragem para escrever. Mas, além das já mencionadas, há várias outras imprecisões e inverdades no texto que trouxe sobre mim.

    Eu realmente trabalhei alguns anos ao lado do Sr. Ricardo Guimarães e sou-lhe grato pela oportunidade. No entanto, nunca tive função na gestão do fundo a que você se referiu. Minha equipe e eu atuávamos, exclusivamente, na identificação e indicação de talentos. Uma vez indicados os atletas, os gestores do fundo decidiam se iriam ou não investir.

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.