WTORRE e Lula ? Qual a surpresa ?

Denúncias da “Operação Lava-Jato”, por intermédio do ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, dão conta de que o ex-presidente Lula indicou a incorporadora WTORRE para a construção de um edifício, no Rio de Janeiro (obra avaliada em R$ 1,2 bilhão), posteriormente locado para a petroleira nacional pela bagatela de R$ 100 milhões anuais.
A revelação não tem nada de surpreendente.
É antiga a relação do proprietário da empresa com o PT.
Quando a presidente Dilma Rousseff ocupou o cargo de diretora da Petrobrás, bem antes de pensar em ser mandatária do país, facilitou a vida do “companheiro” Antonio Palocci que intermediou a construção do primeiro Dique-Seco do país, que teve como vencedora de licitação a empresa “Estaleiro Rio Grande”, incorporada, posteriormente, pela WTORRE, em ação tratada pelo MPF como fraudulenta.
Na sequência, a obra (que custou duas vezes o valor orçado porque a construtora, sem experiência no setor naval, teve que refazer todos os procedimentos após grave equívoco de avaliação) foi arrendada pela Petrobrás para a construção de oito plataformas marítimas.
A WTORRE comprometeu-se a fazê-las, embolsou R$ 100 milhões, mas nunca as entregou.
Anos depois, em nova aproximação com Walter Torre Junior, o mensaleiro Palocci foi flagrado, pela Polícia Federal, em movimentação bancária de altas somas, que a construtora e o político justificaram (assim como faz Lula com suas incursões bancadas por empreiteiras ao exterior) em contratos de “consultoria”.
Neste período, a WTORRE se deu bem com o Governo, que a ajudou a obter outras obras interessantes, além de aproximá-la, também por intermédio de Palloci (com participação de Lula) de clubes de futebol, oferecendo projetos de estádios.
Coube ao conselheiro alvinegro, Edgard Soares (ligado ao PT), conhecido por ser um dos proprietários do site “Futebol Interior”, diversas vezes denunciado por cobrança de propinas, levar a idéia ao Corinthians, contando ainda com a ajuda doutro conselheiro alvinegro, Fernando Capez, agora deputado, mas que, na época, era promotor público.
Ambos foram flagrados, pelo blog, em conversas reservadas com Walter Torre Junior, na sede da empresa.
Alertado dos riscos do projeto, os conselheiros do Corinthians rechaçaram a ideia, e a WTorre, com anuência de Lula, decidiu se oferecer ao Palmeiras, obtendo êxito na empreitada, mesmo sem nunca antes ter construído um estádio de futebol.
Levando-se em consideração que tanto Lula quanto a WTORRE não costumam dar ponto sem nó, dá para imaginar as loucuras que devem ter acontecido na contabilidade durante a construção da Arena palestrina.
