Corinthians e os negócios “da China”

(Pato, Andres Sanches e Kia Joorabchian, em São Paulo)
Nos últimos dias, o Corinthians, através do deputado federal Andres Sanches (PT), tem colocado à imprensa que jogadores do clube foram procurados por equipes chinesas.
As propostas, irrecusáveis, estariam levando à debandada do elenco.
Trata-se de inverdade.
No final de 2015, o iraniano Kia Joorabchian, com procuração do Corinthians, viajou à China (conforme pode ser comprovado em juntada de documento que o próprio inseriu em processo que move contra este blog) e ofereceu os jogadores ao mercado local.
A negociação foi rápida, facilitada pelo interlocutor dos chineses, o brasileiro V(W)anderlei(y) Luxemburgo, de hábitos e comissões amplamente conhecidas no mercado do futebol.
Assim, Ralf (para remunerar, Kia, “os Garcias” e Andres Sanches), Renato Augusto e Jadson (Kia, Andres e Carlos Leite) sequer pestanejaram, sabedores que, mesmo em dividindo o salário proposto (e terão que fazê-lo) ainda retornarão milionários da Ásia.
Pato, só não foi ainda porque, talvez, esteja esperando a ajuda dos “parceiros” para lucrar mais.
Andres Sanches, em declaração (á Rádio Globo) recheada de ardilosidade, fingiu estar nervoso com o atleta, com quem mantém estreita relação comercial, por ter, supostamente, recusado proposta chinesa, abrindo-lhe, porém, espaço para rescisão (por assédio moral) unilateral.
Nas próximas horas, pode ser a vez do goleiro Cassio (para a Turquia), por ingerência, também, do empresário Carlos Leite.
É fato que o mercado brasileiro não pode competir com o chinês, que, sabe-lá a que objetivo, tem gastado muito mais do que o valor das mercadorias adquiridas, mas, em ano de Libertadores da América, colocar os principais jogadores na vitrine, sem dúvida, é para se pensar.
Basta verificar que a maior parte do dinheiro será direcionada aos intermediários, enquanto o clube, com as migalhas, terá enorme dificuldade em repor as peças que saíram, injustificando, portanto, toda a operação.
Ou será que o Corinthians utilizará o dinheiro para quitar mais um ano de deficit financeiro, milionário, esquecendo-se do futebol, tendo ainda que rezar para novo “milagre” de “São Tite”, responsável, por competência, de minimizar os frequentes equívocos da gestão alvinegra ?
