Clubes de São Paulo podem impedir “golpe” de Marco Polo Del Nero e mudar futebol brasileiro

Hoje, em reunião com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, os sete clubes de São Paulo que disputam as séries A e B do Brasileirão, se tiverem coragem, poderão começar a fazer história.
Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Ponte Preta, Bragantino e Oeste definirão, em conjunto, o posicionamento a ser tomado na próxima Assembleia Geral da CBF, dia 16, que servirá para eleger o novo vice-presidente da entidade.
Moribundo, o presidente licenciado, Marco Polo Del Nero tenta, ainda, garantir um quinhão de poder, e, talvez, de remuneração, ao propor evidente golpe, colocando na disputa um inexpressivo Coronel, de sobrenome Dutra, pelo fator idade (79 anos), mandatário da inexpressiva Federação do Pará, velho obedecedor de ‘ordens”, para vergonha do militarismo, do grupo que se refastela com o futebol nacional.
Sabedor de que não mais voltará a exercer, oficialmente, o cargo na CBF, Del Nero tenta empurrar o vice mais idoso, que, segundo Estatuto da entidade, assumiria o posto vago, que, no momento, cairia nas mãos de Delfim Peixoto, nada melhor, mas desafeto do dirigente.
Os paulistas, se bem intencionados, podem assumir a locomotiva da mudança do sistema que rege o futebol nacional, conquistando novos vagões, assegurando a tomada do poder decisório dos principais campeonatos do país, deixando para a CBF “apenas” a gestão da Seleção Nacional.
Apesar de que o correto seria não compor com a FPF, de presidente absolutamente inconfiável, ligado a Del Nero (não se sabe até quando), de triste história de bastidores, dispensando outras federações, que existem apenas para enriquecer dirigentes.
É chegada a hora da formação de Ligas comandadas pelas agremiações, evitando assim derramar recursos, desnecessariamente (e são milhões) para quem, (federações) comprovadamente, não possui a menor importância, transparência, nem competência para tal.
Em resumo, CBF tem que cuidar da Seleção Brasileira, os clubes, organizar campeonatos e as Federações extinguirem-se por inanição.
Terão coragem, os clubes, de fazer história ou serão, como sempre foram, carneirinhos de um sistema, que, comprovadamente, funciona apenas para preencher os bolsos de intermediários que pouco ou nada se importam com o destino do futebol ? Veremos…
