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Conheça detalhes da dívida do Corinthians com o BNDES

Fielzão: Corinthians terá que tomar R$ 70 milhões emprestados para pagar juros de acordos não honrados

O Corinthians, por intermédio da CAIXA, conseguiu tomar R$ 400 milhões emprestados com o BNDES para finalizar as obras do “Fielzão”.

Além destes, outros R$ 400 milhões foram facilitados (em forma de debentures) pela ODEBRECHT (por intermédio da OPI. uma das empresas do grupo), em condições (taxas) absolutamente desfavoráveis, sem qualquer garantia de recebimento.

O restante dos valores é creditado às isenções de impostos e certificados (CIDs) da Prefeitura.

Tivemos acesso, recentemente, ao contrato de intermediação da CAIXA, com anuência do Corinthians e demais parceiros, utilizado como garantia de pagamento ao empréstimo do BNDES.

Abaixo, as condições e os valores a serem pagos pelo clube:

Os R$ 400 milhões terão que ser quitados em 155 meses.

A correção será efetuada pela TJLP (Taxa de Juros a Longo Prazo) do Banco Central (que, atualmente, corresponde a 7% ao ano ou 0,875% ao mês), acrescidos doutros 3,5% anuais.

Os valores são mais caros do que os inicialmente tratados porque em vez de remunerar apenas o BNDES o clube terá que pagar também à CAIXA, por não possuir garantias bancárias exigidas pelo primeiro, estas, asseguradas, digamos, com mais flexibilidade, pelo segundo.

Então, a parcela, sem juros, que custaria R$ 2,5 milhões mensais, no sistema acordado entre CAIXA, BNDES, Corinthians e FUNDO gestor do estádio, pelos índices atuais, giraria, pela média, em torno de R$ 4,7 milhões.

R$ 732 milhões, aproximadamente, poderá ser o preço final (se não houver atrasos e renegociações) a ser pago pelo Corinthians aos cofres públicos, acrescidos doutras parcelas, de valores acima de R$ 5 milhões, para sanear a dívida com os empréstimos tomados pela ODEBRECHT.

Ou seja, o clube, que desde o balanço de 2007 nunca conseguiu dinheiro suficiente para diminuir suas dívidas habituais, terá que dispor, mensalmente, de montante superior a R$ 10 milhões, sem que, para tal, deixe de montar equipes competitivas nem feche as portas do Parque São Jorge.

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EM TEMPO: os efeitos de todas as pendências descritas serão sentidos somente na próxima gestão alvinegra, em 2018, período de término da carência acertada com as instituições. Ou seja, se os atuais dirigentes não agirem com responsabilidade, a bola de neve, que já não é pequena, tomará proporções inimagináveis.

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