Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Não sou um utópico. Sou um idealista prático”.

Mahatma Gandhi

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Na ativa beijavam as mãos dos dirigentes. Hoje! Copiam idéias de quem sempre lutou pelos árbitros

Grande maioria dos ex-árbitros, especialmente, os FIFA, quando na ativa, nunca moveram uma palhinha para defender a categoria, continuadamente, se preocupavam e brigavam para beijar as mãos dos dirigentes da CBF, federações, dos clubes, seqüencialmente, quando tinham conhecimento ou oportunidade, faziam o mesmo com políticos, jornalistas e empresários que tivesse ligação direta ou indireta com as várias escalas da administração do futebol

Hipocrisia

Nos dias atuais, alguns destes ex-árbitros, contando com apoio dos meios de comunicação a quem prestam serviços; na maior cara dura, apresentam sugestões para melhoria das condições técnicas e trabalhistas para o exercício da atividade, na tentativa de redimirem-se do nada terem feito

Dentre estes!

Sálvio Spínola Fagundes Filho, quando “encerrou” sua trajetória no Quadro FIFA, afirmou que faria revelações importantes, vez que, houvera terminado sua carreira por saber da intenção da direção da CBF de tirar seu escudo para favorecer árbitro apadrinhado de político influente

Calado

Premiado com “importante” cargo na CONMEBOL, deixado tempos após, por ter sido contratado por emissora televisiva; até hoje, Sálvio Spínola, nada revelou sobre os imundos bastidores que muito freqüentou

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Primeira Rodada da Série A do Brasileirão – 2015

Sábado 09/05

Palmeiras 2 x 2 Atlético MG

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (ASP-FIFA-RJ)

Item Técnico/Disciplinar

Jogo fraco e fácil de arbitrar, mesmo assim, inverteu e deixou de marcar faltas; não gostei

Domingo 10/05

Cruzeiro 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Poderia e deveria ter dado o segundo amarelo para Gabriel Xavier o cruzeirense quando da falta em Vagner Love, como também,

– do sempre maldoso atleta corintiano Emerson Sheik quando da proposital pisada no pé de um dos oponentes

Avaí 1 x 1 Santos

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Item Técnico

Sempre bem colocado, nas poucas vezes que foi exigido aplicou e bem as leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão vermelho corretamente aplicado para Gustavo Henrique, defensor do Santos

Copa do Brasil 2015

Terça Feira 12/05

Palmeiras 5 x 1 Sampaio Corrêa

Árbitro: Fabio Filipus (PR)

Item Técnico/Disciplinar

Pouco exigido, não teve influencia no resultado, para melhor avaliação sobre suas condições técnica, disciplinar e física será necessário que arbitre ao menos duas ou três contendas que exijam seus prováveis predicados

Copa Libertadores 2015

Quarta feira 13/05

Cruzeiro x São Paulo

                                        Tempo normal: Cruzeiro 1 x 0 São Paulo

Resultado:

                                        Decisão por pênaltis: Cruzeiro 4 x 3 São Paulo

Árbitro: Andrés Cunha (URU)

Item Técnico/Disciplinar

Algumas inversões de faltas, no todo; os representantes das leis do jogo não influenciaram no resultado

Quarta feira 13/05

Corinthians 0 x 1 Guarani (PAR)

Árbitro: Enrique Osses (CHI)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Os corintianos Fábio Santos e Jadson cometeram falta grave, com este proceder, pediram e tiveram a expulsão confirmada

Liga dos Campeões

Real Madrid (ESP) 1 x 1 Juventus (ITA)

Árbitro: Jonas Eriksson (FIFA – SWE)

Item Técnico

O penal que originou o gol do Real Madrid contra a equipe do Juventus não existiu

Lá como Cá:

Existe os repugnantes assopradores de apito praticantes do politicamente correto

Na verdade!

Todo árbitro que atuava e atua dentro deste plano, é mala, disfarçado de representante das leis do jogo, que usa da interpretação, para sustentar seus malabarismos quando existem interesses que possam lhe proporcionar algo de bom

Item Disciplinar

Durante o transcurso da contenda, por algumas ocasiões, recebeu pressão fortíssima dos contendores; no fim deu sorte

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Política

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Serviços públicos á deriva

Dengue bate recorde em São Paulo: 400 mil casos. Equipe da TV Tribuna é assaltada ao vivo, no Guarujá. Obras paralisadas, ou em ritmo de Quarto Mundo, infernizam o cotidiano de quem vive na maior cidade do País. São informações selecionadas num rol infindável de más notícias patrocinadas pelos governos. Os serviços públicos estão à deriva. Não são suposições. São constatações.

Autoridades de saúde não conhecem, ou fingem desconhecer, as causas do avanço da dengue. Não tratam o assunto como problema de saúde pública. Terceirizam responsabilidades. A culpa é nossa. O foco está no descuido dos moradores. Fantástico! E os terrenos públicos abandonados? E o lixo acumulado nas ruas das cidades? E o fumacê, alguém viu?

O eficiente procedimento de combate ao mosquito da dengue desapareceu. Razões? Falta dinheiro? Falta planejamento? Sei lá. Trata-se, agora, de esperar: com a chegada do frio, menos chuvas e temperaturas mais baixas, as condições de proliferação do mosquito devem minguar. O inverno, e não as ações do governo, pode minimizar a epidemia.

E a segurança pública? Basta uma notícia, amigo leitor. A da equipe de reportagem da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista, que foi assaltada enquanto fazia uma entrevista ao vivo sobre dengue, na frente da prefeitura do Guarujá, no litoral paulista. A repórter entrevistava o diretor de Vigilância em Saúde da cidade quando a equipe e o entrevistado foram abordados por um ladrão armado. Toda a cena foi transmitida ao vivo no jornal local do meio-dia. Enquanto sociólogos e comunicadores esgrimam argumentos a favor e contra a diminuição da maioridade penal, a bandidagem faz a festa.

O Brasil, um país continental, sem conflitos externos, com um povo bom e trabalhador, está na banguela. A competitividade global reclama crescentemente gente bem formada. Quando comparamos a revolução educacional sul-coreana com a desqualificação da nossa educação, dá vontade de chorar. A assustadora falta de mão de obra com formação mínima é um gritante atestado do descalabro da “Pátria Educadora”. Governos sempre exibem números chamativos. E daí?

Educação não é prédio. Muito menos galpão. É muito, muito mais. É projeto pedagógico. É exigência. É liberdade. É humanismo. É aposta na formação do cidadão com sensibilidade e senso critico.

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O custo humano e social da incompetência e da corrupção brasileiras é assustador. O dinheiro que desaparece no ralo da delinqüência é uma tremenda injustiça, uma bofetada na cidadania, um câncer que, aos poucos e insidiosamente, vai minando a República. As instituições perdem credibilidade numa velocidade assustadora.

Os protestos que tomam conta das cidades precisam ser interpretados à luz da corrupção epidêmica, da impunidade cínica e da incompetência absoluta da gestão pública. Há uma clara percepção de que o Estado está na contramão da sociedade. O cidadão paga impostos extorsivos e o retorno dos governos é quase zero. Tudo o que depende do Estado funciona mal. Educação, saúde, segurança, transporte são incompatíveis com o tamanho e a importância do Brasil. Os gastos públicos aumentam assustadoramente. O número de ministérios é uma piada. Padrão antiga União Soviética.

A corrupção rola solta. A percepção de impunidade é muito forte. A recente soltura de nove investigados da Lava Jato, independentemente das razões técnicas que fundamentaram alguns votos, transmitiu ao cidadão médio a convicção de que a lei não vale para todos. Estão conseguindo balançar a confiança no Judiciário e demonizar a política e, consequentemente, empurrando a democracia para uma zona de risco. Os governantes precisam acordar. As vozes das ruas, nas suas manifestações legítimas, esperam uma resposta efetiva, e não um discurso marqueteiro. A crise que está aí é brava. A gordura dos anos de bonança acabou. A realidade está gritando no bolso e na frustração das pessoas. E não há marketing que supere a força inescapável dos fatos. O governo pode perder o controle da situação.

Nós, jornalistas, tempos um papel importante a desempenhar. Devemos dar a notícia com toda a clareza. Precisamos fugir do jornalismo declaratório. Nossa missão é confrontar a declaração do governante com a realidade dos fatos. Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que deve ou não ser coberto. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.

Campanhas milionárias, promessas surrealistas e imagens produzidas fazem parte do marketing de alguns políticos e governantes. Assiste-se, diariamente, a um show de efeitos especiais capazes de seduzir o grande público, mas, no fundo, vazio de conteúdo e carente de seriedade. O marketing, ferramenta importante para a transmissão da verdade, pode ser transformado em instrumento de mistificação. Estamos assistindo à morte da política e ao advento da era da inconsistência. Os programas eleitorais vendem uma bela embalagem, mas, de fato, são paupérrimos na discussão das ideias. Nós jornalistas somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os políticos.

Transparência nos negócios públicos, ética, boa gestão e competência são as principais demandas da sociedade. Memória e voto consciente compõem a melhor receita para satisfazê-las. Devemos bater forte na pornopolítica. Ela está na raiz da espiral de violência que seqüestra a esperança dos jovens e ameaça nossa democracia.

Autoria do doutor em comunicação, colunista do estadão e advogado: Carlos Alberto Di Franco

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Finalizando

“O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”

Frase dita antes da era cristã por: Marco Túlio Cícero – escritor, jurista, filosofo, orador e político romano 

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-15/05/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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