Pavilhão 9: traficante morto era amigo de Andres Sanches, hospedava-se em hotel dos jogadores e assistia jogos com dirigentes

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Há muita coisa a ser esclarecida, além da autoria dos disparos, no caso da chacina realizada na sede da facção criminosa “Pavilhão 9”, que vitimou oito pessoas.

Fala-se que apenas um dos mortos, o “apóstolo’ de Oruro, Fabio Neves Domingos, seria o alvo dos bandidos, e que o restante teria morrido apenas por estar presente na hora e local errados.

Há controvérsias.

Em sendo verdade, comprova ainda mais a tese deste jornalista de que no mundo das “organizadas” não há inocentes: quem não é bandido, sente-se à vontade em conviver com os marginais, e, por consequência, está ciente do risco.

Certo é que o DHPP, que neste momento se debruça sobre o caso, se, de fato (como informa a FOLHA) tem em seu poder interceptações telefônicas realizadas pelo DENARC, já sabe, e não pode se furtar a fazê-lo, que precisa chamar a depoimento o Deputado Federal Andres Sanches (PT) (que demonstrou solidariedade às “vitimas” por rede social).

O “apóstolo” Domingos era unha e carne com o parlamentar, amizade esta que ultrapassava as fronteiras do Parque São Jorge, e frequentemente era “alimentada”, em todos os sentidos da palavra, pelo dirigente.

Por exemplo: em Oruro, na Bolívia, o traficante assistiu a partida no camarote da diretoria do Corinthians e não foram poucas as vezes que se hospedou, por vezes às custas do clube, outras de seu ex-presidente, no hotel de concentração dos jogadores alvinegros.

Há relatos, também, de que “ofertas” graúdas de Sanches, levadas a cabo pelo atual diretor adjunto de futebol, Edu “Gaguinho” dos Gaviões, teria, por diversas vezes, “livrado a cara” do agora assassinado, evitando que o cárcere o afligisse.

Há 20 dias, segundo investigação do DHPP, Domingos teria sido flagrado pelo DENARC com grande carregamento de cocaína, e somente se livrou da cadeia após perder a droga e pagar grande quantia em dinheiro como propina (a não reposição da “mercadoria” originou o “acerto de contas” que se transformou em chacina).

Não há dúvidas entre os sobreviventes (frequentadores da Pavilhão 9), da origem dos referidos recursos.

Andres Sanches (PT), além de fundador da “Pavilhão 9”, é frequentador assíduo da sede em que os acontecimentos ocorreram (quase sempre ao lado de Edu “Gaguinho”), na região da Ponte dos Remédios, local em que o ex-dirigente passou infância e adolescência, protagonizando histórias nada passíveis de elogios.

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