Coluna do Fiori
FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Existem duas coisas que poderão manchar a conduta de um vassalo: riqueza e glória. Se uma pessoa tiver uma vida de privações, ela não será corrompida.”
Yamamoto Tsunetom
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Recordo e recomendo
Ao atual presidente do SAFESP – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo; reproduzo e repasso uma das minhas sugestões aos dirigentes de minha época para que fizessem buscas objetivando encontrar os árbitros do passado; saber se passava por dificuldade; como também, se concordava comparecer em possível encontro de confraternização para relembrar e trocar papo com os colegas.
Repulsivo
Como exemplo do desprezo dos dirigentes do SAFESP para com os árbitros, menciono a administração Sérgio Correa da Silva, perguntado sobre solidariedade da entidade para com árbitro e familiares, respondeu que o sindicato não é entidade filantrópica
Paulistão 2015 – Oitava Rodada da Serie A1
Sábado 07/03
Palmeiras 1 x 0 Bragantino
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Itens Técnico/Disciplinar
Os representantes das leis do jogo das não tiveram influência no resultado da refrega
Domingo 08/03
São Paulo 0 x 1 Corinthians
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Árbitro Assistente 01: Daniel Paulo Ziolli
Árbitro Assistente 02: Alex Ang Ribeiro
Item Técnico
Leandro Bizzio Marinho expressou que não lê; que não sabe, ou não soube interpretar o inserido nas leis do jogo
– quando da marcação do pênalti cobrado por Rogério Ceni, defendido por Cássio; explico:
Regra 12 – Faltas e Incorreções
Menciona que excluindo o goleiro, se um jogador tocar a mão na bola intencionalmente, o árbitro deve parar a contenda e conceder
– tiro livre direto para a equipe adversária. Exatamente, o contrasto, cometeu o corintiano Gil no momento que levantou o braço,
– colocando-o, grudado ao rosto, para se proteger do impacto da pelota; ou seja:
– em nenhum momento Gil explanou o desejo de modificar a trajetória da pelota
Item Disciplinar
Por diversas ocasiões os litigantes contestaram as determinações do árbitro, em todas; o principal representante das leis do jogo expôs
– semblante amedrontado, notadamente, quando advertiu com cartão amarelo, Paulo Henrique Ganso, defensor são-paulino, que,
– retrucou, erguendo os braços na altura do tórax para aplaudi-lo, seqüencialmente, o atleta olhou para o árbitro, elevou os braços sob
– sua cabeça, olhou para o publico e continuou os aplausos.
Pisou no tomate
Tivesse adotado as leis do jogo, não o oposto e asqueroso politicamente correto, o árbitro, teria expulsado Paulo Henrique Ganso
Nona Rodada da Série A1 do paulistão 2015
Quarta Feira 11/03
Santos 2 x 1 Palmeiras
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Itens técnico/disciplinar
Sem Problemas
POLITICA
“Desgoverno já acaba quando mal começou”
Dilma perdeu uma oportunidade, se não boa, no mínimo razoável, de se levantar do banquinho no córner, onde está acuada pela crise política e pelo péssimo desempenho da economia, e, pelo menos, voltar ao ringue, no pronunciamento à Nação por TV e rádio no Dia Internacional da Mulher, domingo. Seu discurso inócuo, boboca e incompreensível teve o que merecia: panelaço, vaias e xingamentos pelo País inteiro. Só não se decepcionou com ela quem não viu.
De fato, não havia muito espaço para manobra. Mas pedir paciência a uma plateia que dela só tem ouvido mentiras autoindulgentes não poderia deixar de soar tolo, inútil, arrogante e alienado. Poderia ter começado com um pedido de desculpas por tudo quanto prometeu na campanha e começou a descumprir quando foi divulgada a vitória na reeleição. A continuação inevitável poderia ser uma demonstração de que a paciência exigida dos cidadãos, que ela trata como súditos, seria compensada por algum sacrifício: redução de ministérios, cujo número é absurdo, por exemplo. Nem fez a velha proposta de pacto. Talvez porque padim Lula se tenha recusado a apertar as mãos estendidas na eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral, no apoio à Constituição, que o Partido dos Trabalhadores (PT) assinou amargamente constrangido, e no governo de união nacional de Itamar Franco, depois da queda de Fernando Collor.
Em vez disso, preferiu adotar a tática stalinista de reescrever o passado para garantir as boquinhas por um tempo longe de ser promissor para ela, seu governo e, sobretudo, para o País. Atribuiu a conjuntura “à maior crise econômica desde a recessão de 1929”, a de 2008, que, para Lula, passaria por aqui feito uma “marolinha” e ela jura que paira sobre nós há sete anos, como nos sonhos das vacas magras de José do Egito. E à seca, desgraça perene do Nordeste, que, ela esquece, faz parte do Brasil, apesar de ter-lhe garantido, com milhões de votos, a permanência no trono. Lá se sabe que a chuva é incerta e caprichosa.
Os tomates imaginários jogados pelos “podres burgueses golpistas” partem do pressuposto de que a piada do barítono que anuncia um tenor pior à plateia que o apupa nem sequer servirão de metáfora para a crônica de seu desgoverno abortado: este, ao contrário do Cassino do Chacrinha, já acaba quando mal começou. Tudo indica que a militância armada contra a ditadura a impediu de frequentar aulas de História do Brasil, cujo aprendizado lhe faz falta. E mais ainda ao populacho, que verga sob sua inépcia. O desastrado discurso em que a mulher, festejada domingo no mundo todo, foi aqui celebrada às avessas evidencia que nossa experiência da dona da casa no poder será apenas um “duela a quién duela” coletivo.
Reconheça-se que os citados episódios históricos têm algumas diferenças em relação aos eventos destes idos de março em que o cego Tirésias teria a bendizer os temporais eventuais, prenunciados pelo cheiro. Nestes 61 anos foram aplicadas três soluções pessoais para resolver crises políticas. Em 1954, Getúlio Vargas disparou contra o próprio peito para não morrer afogado no “mar de lama” de uma corrupção de aprendiz, comparada com o caso Celso Daniel, o mensalão e as petrorroubalheiras – o crime continuado que ora corrói as bases da republiqueta sob os petralhas. Sabe-se que Getúlio era um suicida vocacional. O tiro foi o único jeito que teve para abortar o golpe dos militares da geração dos tenentes de 1930. Ao “sair da vida para entrar na História” adiou o golpe, sim, mas por apenas dez anos.
Contra o manhoso estancieiro de São Borja havia também a oratória inflamada e eficiente da UDN de Affonso Arinos de Mello Franco e de Carlos Frederico Werneck de Lacerda. A retórica, a ação parlamentar e a capacidade de construir caminhos para desviar o País da crise a que foi levado pela insana gula petista passam longe do perfil da oposição de hoje, indigna até dessa denominação.
Seis anos após o suicídio no Catete, um presidente popular, eleito acima dos partidos, com a vassoura feita símbolo e a faxina como missão, renunciou para livrar-se das dificuldades impostas por um Congresso dominado por partidos que desprezava. A renúncia de Jânio Quadros foi um autogolpe que falhou por conta da fé cega em si mesmo. “Renuncia, Dilma”, prega quem lhe atribui idêntico defeito. Mas ela não tem a persistência suicida revelada nos Diários de Getúlio, nem o perfil nobre de quem renuncia para facilitar a saída pela qual um governo de união nacional possa impedir a tragédia que se prenuncia com as fraturas da Nação, expostas na disputa eleitoral e agravadas com a determinação do grupo no poder de se agarrar ao que restar de bife no osso descarnado.
Fala-se ainda mais em deposição, repetindo a solução dada em 1992, 31 anos após os nove meses de Jânio, com 20 anos de ditadura militar no meio. Lá se vão apenas 23 anos, mas urge lembrar que o impedimento inevitável cedeu lugar à renúncia consentida do presidente, que, como Jânio, tentou em vão pôr de joelhos o Congresso (de 300 “picaretas” de Lula e 400 “achacadores” de El Cid Gomes?). Ao contrário de Dilma, a cujos propósitos ele serve, o ex-presidente tentou o lance do “Ministério ético”. Mas foi defenestrado sem dó.
Sábado O Globo informou que, conforme delação premiada, Mário Negromonte foi trocado no Ministério das Cidades por Aguinaldo Ribeiro por pressão de seus correligionários acusados de se abastecerem no propinoduto da Petrobrás. Foi Dilma quem assinou nomeações e demissão de ambos. Dizer que era assunto interno de aliados e não lhe diz respeito em nada vai ajudar a suspender a queda de sua reputação. Para piorar, a dupla protagoniza a mesma investigação, na qual ela não figura.
Mas, com os militares de 1930 mortos e sepultados e a oposição incapaz de apunhalá-la politicamente, Dilma depende do Imponderável da Silva nas ruas para escapar aos idos de março – chova ou faça sol.
Autoria do jornalista e escritor José Nêumanne Pinto
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Finalizando
As ocasiões fazem as revoluções.
Machado de Assis
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Chega de mentiras, de culpar os antecessores, de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-14/03/2015
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

