Presidente da Portuguesa assinou carta de renúncia, mas ameaça de vices-presidentes, um deles ligado ao PT, o fizeram recuar
No final da tarde de ontem surgiu a informação de que o presidente da Portuguesa, Ilidio Lico, em meio a diversas denuncias de corrupção, teria assinado carta de renúncia, abdicando do cargo.
Depois, em meio a confusão, o episódio foi negado, inclusive com suspeita de falsificação de assinatura e tentativa de golpe.
Porém, surge agora, de dentro das entranhas lusitanas, o relato do que realmente teria acontecido.
Revoltado com o fato do conselheiro Marco Antonio Teixeira Duarte ter cedido à pressão do COF e convocado reunião extraordinária, que será realizada no início de março, para tratar do assunto “impeachment”, Ilidio Lico, de fato, assinou uma carta de renúncia, mas não conseguiu protocolá-la, após sofrer duras pressões e até ameaças de quatro de seus vices-presidentes.
O mais exaltado deles, o vice de marketing, Armando Costa Gonçalves, tratado como testa de ferro do Deputado Federal Vicente Cândido (PT), teria a pretensão de utilizar-se do clube para prática, segundo relatos de associados, de “lavagem de dinheiro” em eventos promovidos pelo departamento.
Além disso, outro conselheiro, Avelino Tomaz, também ligado a Vicente Cândido, estaria reivindicando 10% de comissão do contrato rescindido com a empresa CAPEZ, e também no possível acerto com a LUSAINVEST.
Vale lembrar que o Estatuto da Portuguesa não permite que conselheiros e diretores obtenham lucro pessoal em negócios realizados pelo clube.
CONFIRA ABAIXO EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA REUNIÃO DE FORMALIZAÇÃO DE PROCESSO DE IMPEACHMENT DE ILIDIO LICO


