Vasco e FERJ vs. Flamengo e Fluminense
Sobre o cada vez mais bélico conflito que colocou de um lado a FERJ e o Vasco da Gama, do outro Flamengo e Fluminense, deixaremos claro nosso posicionamento.
É fato que o presidente da Federação Carioca é um déspota do esporte, capaz de tudo e mais um pouco para atingir a interesses, quase sempre, nada louváveis.
Não há dúvida, dentro do quadro descrito, que a cobrança de uma taxa de 10% da arrecadação dos clubes para a FERJ trata-se de um assalto.
Com relação ao Vasco da Gama, todos sabem que Eurico Miranda realmente possui força para fazer da Federação sua escrava submissa, e suas ações visam única e exclusivamente atender a interesses do clube que preside, pouco se importando se prejudicará ou não o futebol brasileiro.
Tirando o torcedor vascaíno, que em sua grande maioria aprova os procedimentos, os rivais e a maior parte da imprensa, cada vez mais, tem o dirigente na conta de um problema a ser combatido.
Contextualizado o conflito, vamos a analise dos fatos.
Não há o que contestar quando Vasco da Gama, Botafogo e todo o restante dos clubes cariocas decidiram por baratear o preço dos ingressos – com anuência, inclusive, de torcedores rubro-negros que até pouco tempo levavam ao Maracanã faixas de “queremos ingressos populares” e “Fora Odebrecht” – contrariando interesses apenas de Flamengo, Fluminense e Odebrecht.
Noutro assunto, é de fato estranha a facilidade encontrada pelos bandidos “organizados” que se dizem torcedores do Mengo para invadirem o vestiário da equipe do Macaé, e não se pode descartar intervenção, talvez até criminosa, da FERJ, que tem, repetimos, um presidente capaz de tudo para atingir seus objetivos.
Sem dúvida, é necessária minuciosa investigação.
Mas não dá para eximir de culpa os que, com ou sem facilitação, cometeram, comprovadamente, as irregularidades.
Pelas leis esportivas, merecem punição o Macaé, pelo fato de ser mandante e o Flamengo pela evidente participação de gente ligada ao clube (torcedores).
Os criminosos “organizados” merecem a prisão.
É justa, diria até interessante, a ideia de Flamengo e Fluminense de criação de uma Liga que tirasse das mãos da FERJ o controle do futebol carioca.
Pensando no bem do futebol brasileiro e do estado em questão, seria a melhor alternativa para todos os clubes, porém, como dissemos anteriormente, Eurico Miranda não pensa no “global”, mas sim em São Januário.
E enquanto o presidente vascaíno estiver no poder, e, principalmente, com as mãos na marionete que comanda os passos de Rubens Lopes, não será nada fácil realizar a mudança.

