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MP-SP e Lava-Jato arquivam inquéritos que acusavam André Negão de receber propina da Odebrecht

Em 2016, André Luiz de Oliveira, conhecido como André Negão, foi detido, no âmbito da ‘Operação Lava-Jato’, sob suspeita de ter embolsado propina (para ele e para terceiro – no caso o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches), oriunda da construtora Odebrecht, responsável pelas obras do estádio de Itaquera.

Deste episódio, com direito a busca e apreensão de documentos, resultaram uma condenação por posse ilegal de armas – cumprida com serviços comunitários – e dois inquéritos.

Um deles, no MP-SP; outro, na Justiça Federal de Curitiba.

O de São Paulo, a bem da verdade, nunca fez sentido.

Os promotores investigaram Negão por Improbidade Administrativa supondo que ele ainda exercia cargo público à época do repasse de CIDs da Prefeitura para o Corinthians, e que, por conta disso, teria interferido na decisão do Município.

Uma desinformação absoluta.

Negão, desde 2013, não figurava mais como funcionário do Centro Esportivo Thomaz Mazzoni, na Vila Maria – o que afastaria qualquer possibilidade de improbidade.

Além disso, nunca negociou qualquer coisa do estádio nas esferas superiores do poder, tarefa esta que sempre foi, no Corinthians, de Andres Sanches, Luis Paulo Rosenberg e Vicente Cândido.

Por razões óbvias, nada ficou comprovado e o inquérito foi arquivado.

Porém, através de diligência solicitada à Justiça Federal de Curitiba, informação mais relevante foi levantada: apesar de fortes evidências de participação em recebimentos indevidos da Odebrecht – com direito a grampo de conversa acertando recebimento de dinheiro, a Lava-Jato chegou à conclusão que não havia provas efetivas do delito atribuído ao cartola alvinegro.

Ou seja, André Negão – se não surgir fato novo – está livre das investigações e sequer foi indiciado.

A lógica que a “Lava-Jato’ utilizou para ter ‘convicções’ contra o ex-presidente Lula não foi a mesma diante de evidências colhidas junto ao cartola alvinegro.

Abaixo, trechos dos grampos da PF:

Os dois arquivamentos se deram antes da pandemia, mas passaram batido pela imprensa.

Detalhe interessante na condução das investigações em SP: intimado à época dos fatos, o Corinthians declarou que André Negão ‘nunca deteve cargo de diretor no clube, em especial durante a construção da obra, entre 2012 a 2014’.

Mentira escandalosa que passou ‘batida’ do crivo dos atrapalhados promotores paulistanos.

 

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