A farsa dos empréstimos de Fernando Garcia ao Corinthians

Eleições corinthianas: dinheiro do clube na campanha de Mario Gobbi

A última ação conjunta dos sócios Fernando Garcia e Andres Sanches, no Corinthians, escancarou a farsa criada em torno de empréstimos “fabricados” no clube para esconder os esquemas de negociações de jogadores que beneficiaram o grupo de sempre no Parque São Jorge.

Comprovadamente criminoso, segundo a Receita Federal, o ex-presidente alvinegro encontrou num dos donos da Kalunga (Fernando é sócio de Paulo Garcia na empresa), alguém que possui hábitos e escrúpulos compatíveis com suas ações, além de mais dinheiro, absolutamente adequado para a resolução rápida das questões.

Nos últimos dias, Sanches e não Roberto Andrade (utilizado como fantoche político nas negociações), ao lado de Garcia, arquitetaram diversos negócios, entre os quais o empréstimo do goleiro Walter, agenciado pela dupla, para abrir espaço à contratação doutro goleiro, que só não deu certo pela ingerência de Edu Gaspar e Mario Gobbi, mais por desacordo comercial do que propriamente defesa do clube.

Caiu por terra a desculpa, referendada até pelo sócio de Fernando, seu irmão e candidato a presidente do Corinthians, Paulo Garcia, de que o clube estaria pagando dívida de empréstimo realizado pelo “benemérito” de araque.

Desta vez não há informação alguma de operação semelhante, apenas de ação, tudo indica, criminosa contra os cofres do clube, realizada, mais uma vez, por dois conselheiros, beneficiados pelo medo instaurado no Parque São Jorge, dentro da própria diretoria, de denunciá-los, exigindo a necessária expulsão.

Ficou claro, inclusive, que os tais “empréstimos” anteriores, sem documento assinado, mas com cessão de atletas a Fernando Garcia e seu grupo, nada mais eram do que maneira de ludibriar (ou “lubidriar”, na linguagem de Andres) a fiscalização dos conselheiros alvinegros, com intenção única de mascarar os negócios, lesando os caixas do Corinthians, e deixando os que cometem falcatruas cada vez mais ricos.

Basta observar os hábitos da família Garcia enquanto gestora do Noroeste de Baurú – que deixaram em estado falimentar – para entender bem o procedimento.

Num primeiro momento, Fernando encheu a equipe do interior de jogadores, com a mesma desculpa (a de colocar dinheiro para o clube seguir operando), depois, gradativamente, negociava as “mercadorias”, obtendo enorme lucratividade, inclusive com a ajuda de Andres, que abriu as portas do Timão para aberrações como Douglas Tanque e Edno.

Na verdade, em vez abastecer o caixa, segundo informações de gente ligada a atual gestão do Noroeste, os Garcias mascaravam o balanço, sugerindo a “benevolência”, exatamente como vem sendo feito no Corinthians, rombo este descoberto apenas após a saída do grupo, e consequente destruição da tradicional agremiação interiorana.

Há quem diga, até, que dinheiro das empresas ligadas aos gestores era, digamos, “melhorado” por ali.

Não há alternativa, diante das evidências e comprovações, senão a do início de processo de expulsão, no Corinthians, do grupo – todos eles – que cercam os negócios de Fernando Garcia, com instauração, ainda, de inquérito policial para apuração de eventual crime, e ressarcimento aos caixas alvinegros dos prejuízos ocasionados.

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