Botafogo precisa trocar de postura para voltar a ser grande
Clube que encantou a todos nos tempos em que dividia com o Santos o protagonismo do futebol brasileiro, gradativamente, tirando um ou outro período esporádico – como o Brasileirão 95 – o Botafogo, vítima de gestões quando não incompetentes, fraudulentas, vem se apequenando.
Recentemente, quando não nas garras de Carlos Augusto Montenegro – dono do IBOPE, que recebeu dinheiro a rodo do Governo Petista nos últimos anos – esteve subordinado a seus beijadores de mão.
Ontem, depois de longo e tenebroso inverno, o clube elegeu, em votação apertada, Carlos Eduardo Pereira, que sempre se posicionou contrário às referidas gestões, e, por isso, passa a ser esperança.
Resta saber se terá coragem de combater essa gente, e, principalmente, capacidade de colocar em prática tudo o que vem discursando ao longo dos tempos.
O Botafogo precisa mudar a postura e seus hábitos de “malandragem” de boteco – marca de Montenegro – se quiser sobreviver na Série B, e, sem fazer loucuras, expulsar empresários do clube, voltando a revitalizar as categorias de base.
Ao lado do novo presidente estará Carlos Alberto Torres, com a missão de ensinar-lhe tudo o que aprendeu sobre gestão em suas experiências internacionais, sem, porém, introduzir no clube hábitos que também praticou nos bastidores do futebol nacional.

