Às cegas, em Nota Oficial, Corinthians defende contas que ODEBRECHT não prestou
Incitado pela comparação de custos entre a Arena Palestra e o “Fielzão”, a diretoria do Corinthians, de maneira destemperada, e temerária, defendeu, por Nota Oficial, despesas do estádio que a ODEBRECHT ainda não comprovou.
Ou seja, defende o pagamento de conta bilionária, mesmo sem ter acesso a nenhuma Nota Fiscal.
Difícil saber se por burrice, incompetência ou razões que não podem ser confessadas.
Da defesa da construtora pela direção alvinegra encontramos mentiras, distorções e invenções, que selecionamos para avaliação do leitor:
“(…) o Sport Club Corinthians Paulista esclarece que o custo por m² da sua arena, em Itaquera, está entre os menores de todos os estádios construídos no Brasil nos últimos anos.”.
“O comparativo por número de assentos não é o mais adequado neste caso, pois a concepção das novas arenas prevê diversos usos no dia a dia, inclusive para jogos de futebol.”
A afirmação acima está em desconformidade com a realidade – a Arena Palestra, por exemplo, motivadora da nota alvinegra, teve custo menor – e com o discurso de Andres Sanches, que sempre afirmou ter o estádio do Corinthians a única e exclusiva finalidade de ser utilizado para jogos de futebol.
Na sequencia, o clube enumera diversos valores, porém, sem a menor condição (apesar de tentar fazê-lo) de avaliza-los como verdadeiros, já que, até o momento, mesmo incitada, a ODEBRECHT não apresentou nenhuma comprovação de despesas aos conselheiros alvinegros:
“O valor final da construção da Arena Corinthians será de R$ 985 milhões. Adicionalmente, o Clube teve que assumir mais R$ 90 milhões de obras provisórias necessárias para adaptar a arena para a Copa do Mundo, o chamado padrão FIFA.
A parte financiada pelo BNDES, de R$ 400 milhões, será paga integralmente pelo Corinthians a partir de 2015.
Os demais recursos são oriundos de outros empréstimos (R$ 165 milhões) assumidos pelo Fundo de Investimento Imobiliário, além dos R$ 420 milhões de CIDs (Certificados de Incentivos de Desenvolvimento).”
Para finalizar, os dirigentes alvinegros insistem em mentir, mesmo sabedores de que a WTORRE reconstruiu o estádio palestrino – é uma evidente lorota a tese de simples reforma – e teve que, além disso, construir prédios para o clube social, a custo de quase a metade do que a ODEBRECHT cobra, mesmo sem comprovação, do Corinthians:
“(…) diferentemente do estádio palmeirense, a Arena Corinthians é uma construção nova, que requereu uma grande movimentação de terra e uma complexa obra de fundações, com mais de 50 km de estacas profundas.”
Enquanto isso, o Corinthians segue destinando arrecadações, devidas e indevidas, ao tal FUNDO II, gerido pela BRL TRUST, mesmo sem saber, ao certo, se o valor cobrado corresponde, realmente, ao que foi gasto.
Vale lembrar que os CIDs da Prefeitura, que o clube, na mesma nota, reclama não terem sido emtidos, estão travados porque em avaliação do TCM, há claros indícios de superfaturamento da obra, que os dirigentes alvinegros, sabe-se lá por quais razões, ainda não cobraram explicações.

