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Onde estão R$ 2,9 milhões em rendas do Corinthians no Brasileirão ?

Eleições corinthianas: dinheiro do clube na campanha de Mario Gobbi

Por contrato, o Corinthians é obrigado a mandar mais de 90% de seus jogos no “Fielzão”, revertendo, ainda, 100% da arrecadação ao FUNDO II, gerido pela empresa BRL TRUST, para amortizar a divida bilionária do estádio.

Não há, porém, obrigação alguma do clube em repassar as rendas de jogos realizados noutras praças, mesmo quando o clube for o mandante das partidas.

No Brasileirão, o Corinthians, excetuando-se as contendas como visitante, mandou quatro jogos nessas condições.

Em 27 de abril, arrecadou R$ 1,5 milhão, no Pacaembu, contra o Flamengo.

R$ 383 mil ao enfrentar o Atlético/PR no Canindé, em 21 de maio.

Novamente no estádio da Lusa, enfrentou o Cruzeiro, com renda de R$ 546 mil.

Por fim, na Arena Pantanal, em 22 de outubro, jogou contra o Vitória, em partida que arrecadou R$ 478 mil, porém, recebendo “cachê” extra (não divulgado, nem discriminado no Boletim das CBF), isentando-se ainda das despesas com hotelaria e viagem.

No total, recebeu, oficialmente, mais de R$ 2,9 milhões.

Há, porém, um mistério no destino desses recursos.

Nenhum centavo ingressou nos caixas alvinegros, que, segundo o próprio presidente Mario Gobbi, está na pindaíba.

Sanches diz a pares que o dinheiro, mesmo sem a obrigatoriedade de repasse, foi enviado aos caixas da BRL TRUST, o que, por si, já seria absolutamente descabido.

Em recente entrevista, Roberto “da Nova” Andrade, candidato situacionista, reiterou a informação.

Além da evidente nebulosidade da operação, num surto de “bom pagadores” inédito nas últimas gestões alvinegras, até o momento, não há a menor comprovação, oficial, do destino dado ao dinheiro arrecadado pelo Corinthians nessas partidas do Brasileirão.

O FUNDO II e sua gestora, a BRL TRUST, nunca, em todos esses meses, enviaram ao Parque São Jorge sequer um extrato simplificado de suas operações, recebimentos e despesas.

Enquanto isso, o clube vai sendo tocado a base de empréstimos e promessas feitas, sem aval, nem oposição de Mario Gobbi, de medidas importantes, como permanência de treinador, naming-rights e até contratações, por um candidato a presidente que sequer possui cargo no Parque São Jorge.

Em tempo: no mínimo suspeita a atitude de quatro ou cinco “organizados” que acenderam sinalizadores do lado oposto ao setor em que ficam situados, sabedores de que o clube perderá mandos de jogos, e, por consequencia, o destino do dinheiro poderá ser o mesmo do descrito nesta matéria.

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