Reviravolta pode reconduzir Citadini a disputar presidência do Corinthians. Grupo de Stabile cobra posição oficial de Paulo Garcia
Após semanas de reuniões e reflexões, o nome de Roque Citadini volta a surgir forte como candidato a presidente do Corinthians.
O empresário Paulo Garcia, que havia comunicado seus pares sobre sua repentina decisão de concorrer, até o momento não externou publicamente a definição.
A indefinição deu margem a reavaliação, principalmente sobre a composição sugerida da chapa, com a indicação do nome de Edgard Soares – evidente, mas negado oficialmente pelas partes – em acordo para viabilizar a união com o grupo de Osmar Stabile.
Amigos de Paulo Garcia decidiram intervir, e trabalham para convencê-lo não só a voltar atrás, como também apoiar o nome de Citadini nas eleições alvinegras.
Há quem diga que as coisas caminham para esse sentido.
Enquanto isso, aliados de Stabile, que antes comemoravam a união, tratada como “cumprimento da palavra” de Garcia, preocupados com o silêncio do empresário, correm para evitar a reviravolta, cobrando posição oficial sobre os rumos da candidatura.
A definição pode ocorrer até a próxima quinta-feira (6), data em que o clube “Santa Maria”, no Tatuapé, receberá 200 convidados, comemorando aniversário de Osmar Stabile, em que era previsto, até duas semanas atrás, o lançamento oficial da união dos referidos grupos.
Para aceitar retomar a candidatura, Citadini quer o comprometimento de seus apoiadores com seu plano de gestão, que inclui a erradicação da influencia de empresários nos departamentos de futebol do Corinthians, profissional e da base, além da adequação salarial de todos os contratados, inclusive treinador, à realidade financeira dos clubes brasileiros.

