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Candidato a presidente do Vasco promete “parceria” com Fundo ligado ao submundo do futebol

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O candidato a presidente do Vasco da Gama, Julio Brant, em recente entrevista, prometeu colocar R$ 130 milhões no Vasco da Gama, oriundos de um Fundo de Investimentos, o SHUAA, sediado nos Emirados Árabes.

Apresentou ainda a carta de intenções da empresa.

Brant aproveitou para dizer que tem o dinheiro quando quiser, mas somente direcionará ao Vasco se for eleito presidente, alegando não confiar nos outros gestores.

Uma declaração chantagista, deselegante e que demonstra desamor ao clube, privado de realizar o que é tratado pelo candidato como  “Grande Negócio”.

Na verdade, o fato de Brant apresentar o tal Fundo como repassador de empréstimo a longo prazo, nada mais do que isso, já é, por si, uma informação incompleta.

Talvez, até, mentirosa.

O presidente do SHUAA, que, estranhamente, não assina a carta de intenções, é o Sheik Maktoum Hasher Al Maktoum, absolutamente ligado ao futebol.

Sua família dominou, por anos, o Al Nassr, dos Emirados Árabes, é dona do Getafe, da Espanha (conhecido paraíso de empresários) e doutras equipes tratadas como complicadas de divisões inferiores européias.

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Ou seja, por razões óbvias, não possui apenas interesse financeiro no Vasco da Gama.

Resta saber o que mais estaria por trás de uma proposta tão facilitadora de empréstimo a um clube que, há tempos, não possui crédito na praça, avalista ou caixa para pagar as contas mais simples, vítima que é de uma gestão marcada por desvios de conduta, e dinheiro, do atual presidente Roberto Dinamite.

É fácil acreditar que a resposta: “assumir o futebol em troco da dívida” não estaria fora da realidade.

Faz-se necessário, também, descobrir as razões que levaram Julio Brant a esconder as ligações do SHUAA – algumas complicadas – com o mundo esportivo, empurrando ao Vasco da Gama um empréstimo vinculado a sua eleição, que mais parece adiantamento de compra, ou prioridade nos direitos de jogadores, do que a insinuada ação financeira “salvadora” viabilizada pelo “prestígio” do candidato.

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fundo brant

EM TEMPO: ontem, criminosos “organizados” contra a candidatura de Eurico Miranda dirigiram-se ao local em que era realizada uma reunião da chapa e entraram em confronto com outros marginais de facções, estes, porém apoiadores do candidato. O resultado, lamentável, com direito a facadas e tiros, foi de sete detidos.

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