Oposição do Corinthians erra ao escolher pior caminho para a disputa

judas

A chapa “Renovação e Transparência”, que tem como candidatos a presidência do Corinthians dois “laranjas”, Roberto “da Nova” Andrade e Jorge “totó” Kalil, além do ex-bicheiro André Negão, recebeu como presente de Natal a escolha do grupo oposicionista pelo nome de Paulo Garcia, mais uma vez, para disputar as eleições do clube.

Um desastre.

O dono da Kalunga atrairá para o debate eleitoral situações de dificil explicação, que envolvem seu nome, algumas gravíssimas, entre elas o fato de ter bancado a campanha de Andres Sanches (PT) a Deputado Federal, com suntuosos R$ 450 mil em doações, mesmo sabedor de suas peripécias, além da declaração de apoio explícita a seu irmão, em postagem de foto no facebook, que é dos mais nocivos empresários com esquemas no Parque São Jorge.

Há quem diga que Garcia teria realizado acordo para não investigar os desvios de conduta de Andres Sanches no Corinthians, atitude que, se comprovada, trata de colocá-lo no mesmo balaio dos que antes combatia.

Outra situação mal esclarecida foram as tratativas entre Garcia e Edgard Soares, que pretende dominar o marketing alvinegro, e também cuidar do “Fielzão”, em caso de vitória dos oposicionistas, que acabaram por minar as intenções de Roque Citadini em participar da disputa.

Citadini abriu mão de se candidatar, sentiu-se traído e sequer aceitará ser vice da chapa, contrariado com os nomes que devem se juntar à campanha de Paulo Garcia.

Prometeu apoio contra o grupo de “Da Nova”, que, de fato, é inqualificável, mas deverá se portar de maneira protocolar.

Fato é que o Corinthians terá, no próximo pleito, duas péssimas opções para gerir uma crise monstruosa, de dinheiro e credibilidade, em que o eleitor estará condenado a se decidir pelo “menos pior”, convenhamos, muito pouco para a grandeza de um clube que desperta tão intensas paixões.

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