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Operação Petros: não há limites para a promiscuidade no departamento de futebol do Corinthians

claus e petros

No último final de semana, o conselheiro do Corinthians, Fernando Garcia, na tentativa de explicar porque possui os direitos federativos de tantos jogadores alvinegros, justificou os negócios dizendo ter sido vítima de calote em empréstimo de R$ 17 milhões aos caixas alvinegros.

Não apresentou, porém, nenhum documento comprovando a operação.

Por falar em provas, aos poucos detalhes dos negócios do conselheiro com dirigentes do clube estão sendo revelados.

Difícil saber qual, entre tantos, é o mais nebuloso.

Hoje detalharemos a contratação do jogador Petros, que, em apenas quatro meses, passou de emprestado para definitivo, com substancial acréscimo salarial.

Em janeiro de 2014, pouco mais de nove meses atrás, Fernando Garcia retirou Petros do Boa Esporte/MG, clube pelo qual o atleta recebia R$ 1,3 mil mensais de salário, levando-o para o SEV-Hortolândia, clube utilizado como “fachada” pela sua empresa, a ELENKO SPORTS.

Pela equipe mineira, o jogador disputou 81 jogos, com apenas 4 gols assinalados.

O atleta passou a receber R$ 5 mil por um vínculo assinado até 2019.

Para não ficar parado, Petros, nove dias depois, foi emprestado ao Penapolense, outro dos clubes mantidos pela ELENKO, pelo qual assinou outro contrato, desta vez de quatro meses, recebendo a mesma quantia salarial.

Disputou 14 partidas e assinalou apenas um gol.

Doze dias antes do término do contrato com a equipe de Penápolis, Fernando Garcia levou o atleta para o Corinthians, por empréstimo, formalizado no dia 02 de abril de 2014, com vencimento em maio de 2015, portanto, mais de um ano depois.

R$ 40 mil mensais foi o acerto salarial.

Mesmo ainda tentando se firmar na equipe titular do Timão, pelo qual disputou, até o momento, 29 jogos, com dois gols assinalados, além dos problemas disciplinares, Petros, com a ajuda de Fernando Garcia, conseguiu fazer o Corinthians, em período de dificuldades financeiras, abrir o bolso para contratá-lo.

Apenas quatro meses após a assinatura do vínculo de empréstimo, que venceria apenas em 2015, o clube decidiu pagar R$ 3 milhões por 50% dos diretos de Petros, deixando, generosamente, os outros 50% nas mãos de Garcia, que, no início do ano havia retirado o atleta do ostracismo, no Rio de Janeiro, sem nem precisar enfiar a mão no bolso.

Um negócio absolutamente improvável, com lucro inacreditável.

Não contente, o Timão aumentou o salario de Petros, mais de 100%, de R$ 40 mil para R$ 90 mil, sem justificativa técnica que possa explicar a ação.

Para acelerar o recebimento do dinheiro, Garcia acertou com Mario Gobbi o recebimento dos R$ 3 milhões em percentuais de jogadores da categoria de base do Timão, comprometendo anda mais o patrimônio do clube.

O escândalo é evidente.

Sabe-se, por informações de bastidores, que Garcia, em todos os negócios, pagou comissão para dirigentes do Corinthians, desde o presidente até os diretores de futebol, razão pela qual a evidente promiscuidade de relações injustifica qualquer desculpa de cobrança de empréstimos, que, bem longe da benemerência sugerida, tratava-se de “toma-lá-dá-cá”, com muitos beneficiados.

Punição ? Investigação ? Ressarcimento ?

Improvável.

Ainda mais quando os responsáveis por fomentar os procedimentos, dois desembargadores, presidente e vice do Conselho, fingem “não saber” quando questionados, e não se importam em manter seus filhos trabalhando no Parque São Jorge, em evidente conflito de interesses.

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