Mano Menezes dissimula, novamente, para PVC

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É sabido no meio jornalístico que boa parte dos conhecimentos táticos do jornalista PVC, da FOLHA e ESPN, é oriundo de muito estudo, mas também do ótimo relacionamento que mantém com os principais treinadores de futebol do país.

Um trabalho de bate-papo, executado de maneira competente, mas que, por ser diário, transforma-se numa faca de dois gumes.

Garante a afeição de muitos, como Mano Menezes, se tornando, por vezes, até confidentes, e a rejeição de alguns, incomodados com o assédio profissional.

Faz parte do jogo.

O jornalista, na questão técnica e tática, sua especialidade, passa a ser cada vez mais bem informado, mas, como ocorre em vários relacionamentos, pode, por vezes, ser enganado ao avaliar pessoalmente os treinadores, que, por razões óbvias, sempre mostrarão a face mais bonita no espelho.

PVC defendeu as convocações de Mano Menezes no período de Seleção Brasileira, após escutar do próprio e de seu agente, Carlos Leite, que “apenas” dois ou três, entre os atletas chamados, pertenciam ao grupo.

Enganaram-no escondendo a mentira atrás da verdade.

No papel, Leite assinava pela quantidade revelada, mas, ocultamente, entre dezenas de “parcerias”, com “laranjas” no contrato, além da venda de “espaços” para atletas ligados a Franck Henouda, do Shahktar Donetsk, e Kia Joorabchian, de tantos outros, lucraram como poucos na curta passagem pela CBF.

Agora, mais calejado, PVC publicou a versão de Mano Menezes para a atuação situação do Corinthians:

“Mano Menezes tem uma decepção e uma explicação para o desempenho ruim do Corinthians depois de dez meses de trabalho. Julga que a transformação do elenco foi maior do que imaginava quando chegou em janeiro. Sua primeira escalação em 2014 tinha Edenílson, Paulo André, Guilherme, Romarinho, Rodriguinho e Pato.

Em vez deles, o time atual tem Luciano, Ânderson Martins, Bruno Henrique e Petros. Todos chegaram com a temporada em andamento e Malcom também virou titular.”

Trata-se de clara dissimulação.

Mano Menezes tenta se isentar dos negócios feitos no departamento de futebol alvinegro, todos, sem exceção, por exigência de seu grupo ou de parceiros.

Dos citados como “chegados com a temporada em andamento”, está Luciano, que é agenciado por um traficante, Ângelo Canuto, o “Padrinho”, amigo pessoal do presidente delegado Mario Gobbi – assinou o contrato na mesa do dirigente, prática inusual no Parque São Jorge – preso após enviar quatro toneladas de cocaína ao exterior.

Anderson Martins é de Carlos Leite, Bruno Henrique, do “parceiro” BMG – o banco do Mensalão, que costuma bancar jogadores ligados a Andres Sanches.

Petros e Malcon são representados pelo conselheiro alvinegro Fernando Garcia, que sabe “agradecer” bem todos seus colaboradores.

Treinador, inclusive.

A avaliação do jornalista, descrita no final de sua matéria, sobre o trabalho de Mano Menezes no Corinthians, sob a ótica da renovação de grupo de atletas, é a de que “(…) ninguém tem muita paciência com os trabalhos que não dão resultado em passe de mágica. Antes de Levir emplacar, o Atlético-MG também cogitou contratar Tite.”

Faz sentido.

Seria até correta – não concordamos, especificamente, nestes caso – se a tal transição não tivesse sido feita com aval, e lucro, do próprio treinador e de seus associados.

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