Saiba como a gestão Mario Gobbi facilitou a vida de conselheiro empresário no Corinthians

duilio sanches gobbi roberto

A promiscua e irregular relação entre o empresário Luis Fernando Garcia e a gestão do Corinthians, que envolve esquema de facilitação para aquisição de atletas e pagamento de comissões a dirigentes, iniciou-se numa série de empréstimos do conselheiro ao clube, a pedidos do presidente Mario Gobbi.

Sem dinheiro para honrar os compromissos, a direção alvinegra passou a ceder-lhe percentuais de atletas vinculados ao Timão.

Com o aprofundamento da crise financeira corinthiana, mascarada em Relatórios de Sustentabilidade fictícios, novos empréstimos foram realizados, e o círculo vicioso, por consequência, ratificado.

Hoje, Garcia é proprietário de dezenas de atletas alvinegros, alguns integralmente, outros, em pequenas partes, que negocia oficialmente, ao lado de um ex-executivo da DIS, acusado de “tomar de assalto” jogadores do ex-patrão, Delci Sonda, em golpe amplamente comentado nos bastidores esportivos.

O empresário, tratado indevidamente como “benemérito”, teve, até por isso, a vida facilitada por “sócios” ocultos no Parque São Jorge, dirigentes ligados ao futebol, entre eles Roberto “da Nova” Andrade, e Carlos Leite, “chefe” do treinador Mano Menezes, remunerados de acordo com os procedimentos nas negociações, além do ex-presidente Andres Sanches, com quem divide, inclusive, assessoria de imprensa.

Apesar de se fazer necessária investigação sobre o caso, repita-se, de flagrante irregularidade e promiscuidade de um conselheiro do clube envolvido em negócios no Parque São Jorge, é pouco provável que o procedimento seja levado a cabo.

Basta observar as declarações do Presidente do Conselho alvinegro, o desembargador Ademir de Carvalho Benedito, que não disse a verdade ao demonstrar desconhecimento sobre um assunto amplamente conversado e discutido no Corinthians.

Motivado, talvez, pelo fato do escritório de advocacia de seu filho, segundo informações, estar sendo beneficiado no Parque São Jorge.

Ou o silêncio do vice-presidente do Conselho, outro desembargador, Guilherme Strenger, também com o rebento trabalhando dentro do Corinthians.

Enquanto isso, estimulado pela impunidade e pouca probabilidade de ser “importunado”, Fernando Garcia  e seu grupo já observam o jogador Luciano, há algumas semanas “abandonado” depois que seus empresários, amigos pessoais do presidente delegado Mario Gobbi, entraram em férias “coletivas”, acusados por narcotráfico.

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