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A FIFA marca um golaço !

Eleições corinthianas: dinheiro do clube na campanha de Mario Gobbi

Por ROQUE CITADINI

http://blogdocitadini.com.br/

Há três dias, a FIFA anunciou grandes mudanças para o futebol, especialmente nas contratações e vendas de atletas. Decidiu a entidade maior do futebol que de qualquer jogador ou contrato os direitos econômicos são exclusivamente dos clubes aos quais estão vinculados estes atletas. Desta forma, está encerrada a fase das parceiras com os investidores que estavam por toda parte e tanto prejudicavam os clubes brasileiros.

Anunciou também a FIFA, nesta reunião, que por interesse da América do sul essas medidas seriam implementadas obedecendo um prazo de transição que será agora fixado.

O Corinthians, várias vezes citado por dirigentes europeus, é um exemplo clássico de quanto prejudicou o futebol e o próprio clube esse esquema pelo qual o jogador atuava no Timão e quando era vendido, os valores do negócio iam parar nas mãos de fundos e empresários.

Essa política de “parceria” adotada nos últimos anos pelo Timão é um dos grandes responsáveis pela difícil situação financeira em que se encontra o clube.

Para os dirigentes europeus, que tanto se esforçaram por garantir somente aos clubes os direitos econômicos, o sistema de parceria com os fundos e empresários estava gerando um estado de completa promiscuidade entre os diretores dos clubes (que formalmente deveriam defender os interesses da agremiação) e dos parceiros que, de fato, comandavam os negócios. Em todos os clubes, em menor ou maior grau, há “investidores” que estão bem relacionados com a diretoria e conseguem sempre grandes e bons negócios. No Corinthians, a situação chegou ao ponto de os jogadores das categorias de base serem quase todos parcelados com investidores, que hoje festejam quando um jovem começa a brilhar na equipe.

Há muito, tem sido identificado neste quadro uma das maiores dificuldades do Corinthians. Nos últimos anos, os diretores de futebol sempre afirmaram que sem essas nocivas parcerias não seria possível montar um time. Agora, com a decisão da FIFA, este dilema acabou. O Corinthians, que deveria ser o bom exemplo no futebol, vem sendo citado pela FIFA como um dos clubes “problemáticos” nesta questão.

Em verdade, esses negócios só funcionavam porque os dirigentes tinham uma frágil posição de defesa do clube frente aos interesses dos empresários.

Hoje, o que vemos em todo futebol são casos de dirigentes que, subitamente, tornam-se empresários ou agentes associados a fundos e investidores, num conflito de interesses inadmissível.

Foi muito interessante de ver que os que mais resistiram ao fim desta farra de empresários foram os dirigentes brasileiros, incluindo os da CBF. Não é à toa que este problema é mais agudo por aqui.

Mudar este quadro é essencial para os clubes, especialmente para o Corinthians. Agora, com o aval da FIFA, torna-se prioritário que o clube recupere os seus direitos e passe a ser o único detentor dos interesses de seus atletas.

Com esta decisão, serão os melhores nos próximos anos aqueles times que valorizarem e cuidarem melhor da sua base. A FIFA fez a parte dela, esperemos que o futebol faça a sua.

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