Citadini abre guerra contra empresários de jogadores, que contra-atacam

TRIBUNAL DE CONTAS

Provável candidato a presidente do Corinthians pelo grupo de oposição, Roque Citadini, em reuniões com associados, tem deixado bem claro que sua provável gestão acabará com a vida fácil dos empresários de jogadores no Parque São Jorge.

O dirigente diz que o clube não mais negociará com intermediários.

Todos, sem exceção.

Acrescenta, ainda, que nas categorias de base, jogadores que não forem 100% do Corinthians serão dispensados, e que o clube somente aceitará novos atletas nas condições especificadas.

As declarações de Citadini soaram como uma bomba nos departamentos de futebol do Timão –  profissional e de base – que funcionam, há anos, no sistema do “toma-lá-dá-cá.”.

Empresários, desesperados, com a ajuda de diretores beneficiados, iniciaram campanha contra, dizendo que se não negociar com intermediários, o futebol do Corinthians “vai acabar”.

São desmentidos, porém, pelo números, que demonstram exatamente o contrário.

A maior parte da dívida atual do Corinthians tem como origem o pagamento de comissões em transações de jogadores de futebol.

Ou seja, encerrando-se a prática, somente com a economia de valores, quita-se boa parte da dívida, evitando-se, ainda, a criação doutros passivos.

Citadini, em seu blog, publicou texto falando sobre diversos assuntos alvinegros.

Abaixo selecionamos o trecho que trata especificamente sobre o assunto comentado:

PAGAMENTO DE COMISSÕES NA COMPRA, VENDA, EMPRÉSTIMOS E RENOVAÇÃO DE CONTRATO COM JOGADORES

Como agora é reconhecido, o clube passou a adotar nos últimos anos uma política generosa nos negócios do Departamento de Futebol.

Em qualquer operação de compra venda, empréstimos ou renovação de contratos o clube passou a pagar  ”comissões” aos empresários pela conclusão dos feitos. Isso não ocorria no Corinthians e muitos clubes não adotam este sistema, pois ele debilita as finanças de qualquer instituição.

Quem deve pagar comissão é o beneficiado do negócio. O jogador que pague seu empresário por ter conseguido um bom contrato. O clube deveria adotar uma linha de clara economia nestas transações. A alegação de que se não pagar, o jogador não renova ou não vem ainda necessita ser provada.

Economizar (e economizar muito!) em comissões deve ser a regra. O pior é que esta nova política era escondida do clube. Caso fosse boa esta regra e facilmente defensável, não haveria motivo para ficar na clandestinidade.

Para ler a íntegra da publicação, basta clicar no link a seguir:

O Corinthians, seus problemas e caminhos

Certo é que, em conseguindo isolar o Corinthians dos intermediários, e, mesmo assim, montar equipes competitivas, o dirigente abrirá as portas para importante mudança na maneira de gerir o futebol brasileiro, que reduzirá drasticamente as despesas operacionais dos departamentos, afugentando, ainda, aqueles que em vez de servir aos clubes como diretores, servem-se deles por intermédio da partilha de comissões com os referidos empresários.

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