Investir na base é a solução para caos financeiro Tricolor

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“Para este ano preciso de R$ 80 milhões em receita de venda de jogadores para fechar o orçamento”

Com a declaração acima, proferida pelo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, ao site da revista Valor Econômico, dá para se ter uma boa noção da complicada situação financeira do Tricolor.

Porém, mais do que expor os problemas, a diretoria precisa diagnosticar, e estancar, a sangria de recursos mal administrados que levaram o clube a atual situação.

É inadmissível que o Tricolor, entidade que fez os negócios mais lucrativos em vendas de atletas nos últimos anos, não esteja em situação superavitária em seu balanço.

Tem estádio próprio e categoria de base historicamente produtiva, fontes de recursos que deveriam equilibrar as finanças, se bem trabalhadas internamente.

Pelo que se vê, há problemas na gestão do futebol profissional, que, em tese, gasta mais (e mal) do que arrecada, numa bola de neve improdutiva e difícil de ser contida.

Contar com a venda de jogadores para equilibrar as contas, fruto de óbvia incompetência administrativa, é um grave equívoco, que deveria, a todo custo, ser evitado.

O recurso entra, o clube paga uma ou duas contas, e depois tem que repor a peça, gastando novamente o que não possui.

Se o São Paulo não voltar a investir nos atletas de base, os bons, não os “empresariados”, logo deixará de ser tratado como clube modelo de gestão para entrar na vala comum daqueles que vendem o almoço para custear o jantar.

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