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Os fatos desmentem delírios matemáticos de Andres Sanches

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Em conversa recente com Juca Kfouri, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, ao lado de Luis Paulo Rosenberg, delirou matematicamente ao dizer como seria “fácil” pagar a conta do “Fielzão”.

Por dever do ofício, mas certamente duvidando, o jornalista publicou os números em seu blog:

http://blogdojuca.uol.com.br/2014/03/a-indignacao-de-andres-sanchez/

Na ocasião, Sanchez falava que o Corinthians pagaria a dívida em apenas seis anos.

Para tal, disse que o clube arrecadaria R$ 4 milhões por partida, em média, que, se aplicados todos na pendência, abateriam o montante em valores próximos dos R$ 850 milhões, que acrescidos a CIDs da Prefeitura e “naming-rights” quitariam o restante.

Um delírio que não levava em consideração a necessidade de quitar os mais de R$ 400 milhões em dívidas anteriores do clube (R$ 200 milhões que aparecem no balanço, mais outros R$ 200 milhões em pendências fiscais), contratar jogadores, pagar funcionários e demais despesas alvinegras.

Passado o êxtase da inauguração e utilização do “Fielzão” na Copa do Mundo, chegou a inevitável realidade.

Mesmo com valores de ingressos absurdos, a média de arrecadação do estádio que o Corinthians precisa pagar, em valores líquidos, é de R$ 1,5 milhão, ou seja, R$ 2,5 milhões, por partida, menor do que a matemática do ex-presidente alvinegro.

E vem caindo.

Além disso, se com um grande esquadrão de futebol já seria difícil manter uma boa média de público nos preços de ingressos praticados atualmente, com essa equipe atual, meia-boca, e sem dinheiro para contratar, torna-se uma tarefa absolutamente inviável.

A redução de valores nos ingressos será inevitável, e, com ela, a diminuição ainda mais dos números previstos anteriormente.

Ou seja, nem se Sanches vender os tais “naming-rights” pelo dobro do valor que ofereceu, sem sucesso, a situação estaria sob controle.

Sequer pagariam as pendências mais antigas do clube (mais de R$ 400 milhões) sobrando todo um estádio ainda a ser quitado, em números que, com juros e correções, podem ultrapassar os R$ 2 bilhões.

Agora, ao abandonar o barco, por questões políticas, o ex-presidente do Corinthians deixou a “bomba” nas mãos do atual desafeto, Mario Gobbi, e dos próximos que estão por vir, com a cara de pau suficiente para, depois, com a anuência dos abobalhados habituais, lucrar com a desgraça financeira que proporcionou, entre tantas, dizendo: “eu trouxe o estádio, eles que não pagaram.”.

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