Episódio das cadeiras no “Fielzão”: Corinthians pode ser punido por covardia de seu presidente
O STJD acena com possíveis penalizações a Palmeiras e Corinthians pelo episódio que resultou em mais de 200 cadeiras quebradas no “Fielzão”, por ação da facção criminosa Mancha Verde.
Apesar de ser vítima, o clube de Parque São Jorge se enquadra no artigo que prevê punição ao mandante que não tomar medidas adequadas de segurança em seu estádio.
Justo.
De fato, por temer a reação das “organizadas”, o Corinthians facilitou, por omissão, que seu próprio patrimônio fosse exposto aos atos previsíveis da marginalidade.
Tivesse coragem, o presidente delegado Mario Gobbi obrigaria, como deve ser feito, a venda de ingressos nominais, com a obrigatoriedade de torcedores sentarem apenas nos lugares marcados em suas entradas.
Se tivesse agido dessa maneira, os brigões e vândalos seriam facilmente identificados, evitando que o clube ficasse sujeito a punições, mesmo sendo vitimado no episódio.
Coragem, administração e rompimento com as “organizadas” faz-se necessário antes que novos episódios lamentáveis se repitam no estádio que o Corinthians utiliza como seu.

