Israel e a ingratidão com o Brasil

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Por intermédio de Yigal Palmo, um desses sabujos governamentais, fazendo as vezes de porta-voz do Governo, o primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi bem mais do que apenas indelicado com o Brasil.

Demonstrou, quando não desconhecimento histórico, ingratidão.

O “anão diplomático”, termo utilizado para definir nosso país, foi um dos principais – se não o principal – responsável pela articulação de votos, na ONU, para partilhar os espaços da Palestina, fundamental para a criação do estado de Israel, em 1948.

A importância é tão grande que o chefe de delegação do Brasil, Oswaldo Aranha, que participou e orquestrou a ação, tornou-se nome de rua em Tel-Aviv.

Pior ainda foi o “cachorrinho” de Netanyahu, em entrevista a Rede Globo, além de repetir o termo “anão diplomático”, ironizar declarações brasileiras sobre a desproporcionalidade dos ataques israelenses na faixa de Gaza comparando-a aos sete a um sofridos pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo: “isso é desproporcional”.

É certo que o Governo do Brasil não é nenhum santinho com relação a criticar Governos sanguinários, basta observar o apoio explícito às ditaduras da América Latina, mas no caso de Israel, mesmo em discordância, a história de cooperação entre as nações caberia uma resposta mais respeitosa.

Até porque, os israelenses conhecem bem, pelo exemplo da Segunda Guerra Mundial, a utilização, in loco, da desproporcionalidade e crueldade humana, sob ordens de ditadores desumanos, tornando a exaltação da vitória alemã sobre o Brasil, extremamente infeliz, ainda mais se comparada ao contexto de guerra, que era o assunto tratado naquele instante.

Ocasião em que, por sinal, o Brasil também se fez presente, não como “anão”, mas como gigante guerreiro, que, mesmo inferiorizado em recursos e armas, combateu bravamente os exércitos que assolavam o povo judeu.

Antes de finalizar, faz-se necessário esclarecer que os israelenses e judeus, não apenas os de Tel-Aviv, como também os espalhados mundo afora, não devem ter colocadas em sua conta as asneiras e imbecilidades, ditas e cometidas, por um Governo claramente despreparado diplomaticamente.

EM TEMPO: o blog considera o HAMAS abominável e lamenta que o Governo Brasileiro trate terroristas como parceiros, mas entende que o povo palestino tem direito a ser reconhecido como nação.

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