Joaquim Barbosa e o advogado do bandido
Ontem, em atuação digna de aplausos, o Presidente do STF, Joaquim Barbosa, expulsou do plenário um advogado de bandido mensaleiro.
Ao contrário do que vociferaram petralhas e a OAB, de maneira ponderada, até.
Não seria nenhum desatino, para muitos, inclusive este blog, dar voz de prisão por desacato.
O advogado referido apontou o dedo, gritou e, nas entrelinhas, ameaçou o principal nome de uma casa que pode até ser contestada, mas não desrespeitada.
Há quem tenha estranhado, após o episódio do STF, que a OAB tenha se posicionado em defesa do advogado do mensaleiro, comparando, de maneira ridícula, o ato de Barbosa com períodos de ditadura.
Mas, basta verificar as últimas chapas de eleições para a entidade, e até alguns ex-presidentes, para que se tenha a noção exata do nível de gente que se apoderou de um órgão que já foi mais relevante, porém, hoje, serve apenas a interesses nada elogiáveis de grupos ligados a poderes, alguns oficiais, outros, inconfessáveis.
Recentemente Joaquim Barbosa anunciou sua aposentadoria do STF, sabedor de que sua missão – histórica – já estava cumprida, embora, certamente, tentará novos desafios daqui alguns anos dentro do poder executivo nacional, mas, mesmo sem esperar, ou planejar, teve tempo ainda de assinar sua “obra”, chutando, simbolicamente, o traseiro de um grupo – com o ato da expulsão – que tomou o país de assalto nos últimos anos, mas nunca esteve tão próximo de ver a mamata acabar.

