Seja qual for o resultado das eleições, base do São Paulo deve ser transformada em balcão de negócios

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Os dois candidatos a presidência do São Paulo, Carlos Miguel Aidar e Kalil Rocha Abdala, tem propostas semelhantes, mesmo que, por vezes ocultadas, com relação ao tipo de gestão que deve ser executada nas categorias de base do Tricolor.

Priorizar acordo com empresários, diminuir custos e servir, extra-oficialmente, de barriga de aluguel para lucrar em futuras negociações.

Erram , os dois, demasiadamente.

O clube precisa, sim, fazer dinheiro, mas nunca em detrimento da qualidade técnica de sua equipe.

Que se obtenha tal lucratividade após montar um esquadrão na equipe profissional, conquistar títulos nacionais, continentais e mundiais, é até aceitável, porém, fazê-lo ainda no ninho, sem que os atletas obtenham identificação com o Tricolor, obrigando o clube a se virar com contratações de atletas nem sempre identificados com sua história, é tropeçar na burrice.

Ou talvez na ganancia, já que qualquer pessoa minimamente informada nos bastidores do futebol sabe que a única razão da existência dos empresários de jogadores dentro dos clubes é ocultar o recebimento das comissões do próprios dirigentes, estes, oficialmente, não remunerados.

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