Em entrevista ao Zero Hora, Parreira mostra que sonho de Ronaldinho disputar Copa do Mundo acabou

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No último dia 21, o coordenador técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, deixou bem clara a sua opinião sobre Ronaldinho Gaúcho.

Desde a maneira do atleta conduzir sua carreira até as chances, nulas, dele estar entre os convocados para a Copa do Mundo.

Vale lembrar que, além do enorme prestígio na CBF, o coordenador é também a pessoa mais ouvida pelo treinador Felipão no que diz respeito a montagem do grupo para o Mundial.

Ao ser questionado sobre a razão de um atleta ter disputado quatro Copas, provavelmente encerrar a carreira com apenas duas, Parreira não hesitou:

“(…) Você usou a palavra que eu ia começar a resposta. Não é que ele tenha perdido o foco, mas de certo modo ele não conduziu a carreira esportiva dele da maneira que você exige para a Seleção, com dedicação plena e total.

O Ronaldinho, não sei, como vou analisar o comportamento de um ser humano que eu não conheço na intimidade?

A gente não conversa, mas o que ele nos passa é que está feliz com o que atingiu no futebol, as conquistas que ele teve, e depois que ele está feliz em continuar jogando futebol, da maneira que ele gosta, da maneira que ele pretende.

Acho que para a Seleção Brasileira, para uma Copa do Mundo, talvez precise um pouquinho mais do interior, da vontade, da disposição.

Não é que ele tenha perdido isso, mas quando teve oportunidade a gente não viu, não pode constatar que essa chama estava viva lá.

Ninguém discute a qualidade do Ronaldinho, um dos maiores jogadores que eu vi atuar na minha vida.

Nossa, a fase dele anterior a Copa de 2006, jogando pelo Barcelona, foi uma coisa fantástica, de você ficar encantado, com as coisas que ele fez, e de repente a situação mudou bruscamente, o que não favoreceu o Ronaldinho, no aspecto de ser novamente convocado.

Nós até demos duas oportunidades, foi titular no primeiro jogo do Felipão contra a Inglaterra, e depois na partida contra o Chile em Belo Horizonte foi capitão.

Então ele teve as oportunidades, agora cabe a comissão técnica decidir se tem o interesse ou não em trazer.”

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