O continuísmo não é pai da corrupção, mas a oxigena: Vôlei, Futebol…

charge volei futebol

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Eis que mais uma imaculada imagem vai ao chão.

A do nosso Vôlei.

O segundo maior esporte do país.

No Brasil, sem sombra de dúvida o mais vencedor dos últimos anos.

Se considerarmos o feminino e masculino então, chega a ser até covardia.

Infelizmente, os problemas, diferentemente das conquistas, são comuns aos demais esportes aqui praticados.

O maior deles e pais de todos eles é, certamente, o continuísmo.

O motivo parece ser simples, a tal intimidade.

Quanto mais íntimos do poder, mais suscetíveis a estreitar os interesses pessoais aos de uma comunidade, os mandatários se sentem.

É verdade que alguns deles, nem precisam ser tão íntimos para cometer tal descalabro.

Justamente por isso, é que qualquer atividade demanda a renovação.

Vencendo ou perdendo, renovar é preciso.

Podemos passear em vários estados brasileiros.

E verificar em várias federações, de diversos esportes.

Na grande maioria, seus mandatários, lá estão, há anos, alguns deles, até décadas.

O continuísmo não é pai da corrupção, mas a oxigena.

Mas este tipo de análise não pode se limitar aos mandatários.

O conceito vale para todos os níveis hierárquicos.

Vou ser repetitivo.

O continuísmo não é pai da corrupção, mas a oxigena.

Sendo assim, deve se evitar todo e qualquer tipo de continuísmo.

Técnicos que se perpetuam em seus cargos, vencendo ou perdendo, como acontecem em muitos selecionados brasileiros.

Ou será que um rostinho bonitinho e/ou discurso politicamente correto são o suficiente.

Isto acontece no futebol.

São sempre os mesmos profissionais.

No vôlei também.

São sempre os mesmos.

Em todos os esportes.

As oportunidades são cada vez mais escassas para novas caras.

Novos profissionais não têm qualquer chance.

Não há renovação.

A corrupção passa a estar próxima.

Sendo assim, é impossível se dizer surpreso com notícias como esta que hoje aflige o vôlei brasileiro.

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