Roberto Justus vence Milton Neves na Justiça. Falta de “merchan” ocasionou demissão do apresentador

Nova derrota: Roberto Justus detona Milton Neves na Justiça

Em 2012, Milton Neves perdeu ação em que requeria R$ 15 milhões do empresário Roberto Justus, por suposta quebra de contrato e má-fé ao fazê-lo, tendo ainda que arcar com R$ 30 mil de custas advocatícias.

Relembrando os fatos, a empresa Brainer TV, de Justus, idealizou um programa a ser apresentado pelo “garoto propaganda”, que seria veiculado na BAND, porém, um mês depois, tudo foi abortado, e Neves, que havia rompido contrato milionário na Record, ficou desempregado.

Teve, depois, que se ajoelhar para a direção da BAND, que, aproveitando-se da situação, contratou-o diretamente, com salário bem mais baixo do que recebia anteriormente.

A história nunca havia sido bem contada, pelo menos, até a semana passada, quando, em voto admirável, o relator Renato Sartorelli, da 26ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, detalhou o negócio, indeferindo o recurso de Milton Neves, ampliando ainda o valor a ser pago aos advogados de Justus, de R$ 30 mil para R$ 60 mil.

Segundo o acordão judicial, existiam três clausulas principais que deveriam ser cumpridas no contrato, no prazo de 30 dias.

Se alguma delas não vingasse, qualquer das partes poderia romper o acordo, unilateralmente, sem pagamento de multa, como fez Roberto Justus.

A primeira obrigava Milton Neves a romper todo e qualquer vínculo com a Record, e foi cumprida.

Na segunda, havia a exigência de que a BAND disponibilizasse, em sua grade, horário para o referido programa.

Milton Neves não conseguiu comprovar que, à época, havia essa garantia.

Por fim, se em 30 dias, o apresentador não garantisse R$ 2,5 milhões mensais em patrocínios, considerar-se-ia que o acordo entre as partes era inviável, e, por consequencia, passível de rompimento.

Foi o que aconteceu.

Por ironia do destino, Milton Neves foi derrotado por falta de “merchan”, sua marca registrada.

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