No Corinthians, reforma da sauna se transforma em guerra fria de associados
Há diversos locais, no Parque São Jorge, frequentados por grupos de associados distintos, mas que, em período eleitoral, principalmente num colegiado diminuto, com pouco mais de 3 mil votos, são tratados com mais aproximação.
Antes da campanha que elegeu Mario Gobbi, astuto, o então diretor administrativo, André Negão, mandou reformar o “Senadinho”, frequentado pelas principais lideranças, entre os mais antigos frequentadores do clube.
Evidentemente, angariou simpatia.
Gobbi prometeu, assim que eleito, reformar outro lugar em que os posicionamentos políticos são acirrados no Timão, a Sauna, liderada, extraoficialmente, pelo associado Leonel Valdir, o Bola.
O tempo correu, o time de futebol passou a ganhar e o presidente delegado, no auge da popularidade, sequer tocava mais no assunto.
Nos últimos dias, porém, abandonado por quase todos os grupos no Corinthians, Gobbi decidiu se aproximar dos “sauneiros”, garantindo a reforma.
Na verdade, muito mais do que isso, praticamente a construção de um novo prédio.
Há quem diga, a custo de R$ 5 milhões.
Aliados a Andres Sanches, desafeto de Gobbi, o grupo “Fora Dualib”, formado por “organizados” remunerados para tumultuar desde os tempos da queda de Dualib, promete atacar duramente a ideia, na próxima reunião do Conselho Deliberativo alvinegro.
“Gastar dinheiro para esse monte de velho ficar se roçando na sauna”, teria dito Domingos Neto, o Bob Cuspe, em conversa com Donato “da erva”, ligado a diretoria de Mario Gobbi, em recente encontro nos bastidores alvinegros, testemunhado por fonte do blog.
Na verdade, a intenção é minar qualquer possibilidade de criar alianças políticas que possam desfavorecer grupos ligados ao torcedores.
Antenados, os sauneiros, por intermédio de suas redes sociais, alertam que qualquer tentativa de prejudicar a reforma na reunião do Conselho será respondida com veemência, indicando até possível confronto, com termos “o bicho vai pegar.”
Ou seja, no final do mês, data da referida reunião, a guerra, ainda fria, tem tudo para esquentar, com desdobramentos de difícil previsão, mas com bombeiros de todas as facções políticas prontos a socorrer os sobreviventes do confronto.

