Corinthians: dirigentes de futebol se acovardam e lideranças são questionadas
Enquanto o Corinthians estava na fase de conquistas de títulos, dirigentes, conselheiros e papagaios de pirata em geral, acotovelavam-se para sair nas fotos, ocupar espaço em carros de bombeiro e garantir lugar nas mais diversas exposições públicas de troféus, etc.
Bastou seis meses de má-fase, fruto de um trabalho inadequado de planejamento e administração, para os que antes posavam de “heróis” reservarem seus lugares no “bote salva-vidas”.
Ninguém quer arriscar o pescoço, principalmente em período eleitoral, no Corinthians que será “reformulado” por Mano Menezes.
Roberto “da Nova” Andrade, provável candidato à Presidência pelo grupo da atual gestão, sairá em janeiro, tentando, segundo suas próprias palavras a aliados, “não ser afetado politicamente por resultados negativos.”
Impossível desvincular, porém, os equívocos atuais, como as contratações de Alexandre Pato e o boicote a Tite, com o consequente aliciamento de Mano Menezes, de sua ação ou omissão no departamento.
Duílio “do Bingo”, que perderá espaço nas negociatas de atletas para o empresário Carlos Leite – que é quem de fato mandará no futebol – há cerca de três semanas vem plantando notinhas na imprensa sobre problemas de saúde que alega serem incompatíveis com sua função.
Sintomas que não apareciam no período das “vacas gordas”.
Certo é que a iniciativa de ambos – abandonar o futebol depois de contribuírem para o fracasso – pegou mal até entre os que se diziam aliados, e pode, na sequencia, mudar um quadro de liderança que parecia já estar definido.

