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Sim, o Galo conseguiu !!!

Numa partida dificílima, o Atlético venceu o NOB por dois a zero no tempo normal, três a dois nas penalidades, classificando-se para a finalíssima da Libertadores da América.

Terá a oportunidade de conquistar o título mais importante de sua história, após a conquista do Brasileirão de 1971.

Vitor, mais uma vez, foi o grande herói, ao lado do iluminado Guilherme.

Assim que a primeira etapa foi iniciada o Galo, empurrado por sua torcida, partiu com tudo para cima dos argentinos.

Logo aos 3 minutos abriu o marcador, quando Ronaldinho Gaúcho lançou Bernard que, na saída do goleiro, bateu cruzado, inapelável.

Faltavam agora dois gols para a classificação.

Nos minutos seguintes, Jô e Marcos Rocha deram trabalho ao goleiro do NOB.

Após os 20 minutos, mesmo mantendo a bola mais no ataque, o Atlético diminuiu o ritmo, em parte pela tradicional catimba adversária.

O primeiro chute dos argentinos aconteceu aos 27 minutos, com Maxi Rodrigues exigindo boa defesa de Vitor.

Bernard quase marcou aos 34 minutos, quando Bernard dominou na área e bateu entre as pernas do zagueiro, obrigando o arqueiro a se desdobrar.

Aos 48 minutos, Josué fez boa tabela com Tardelli, mas bateu em cima do goleiro.

No último minuto do primeiro tempo, Jô foi empurrado dentro da área por Lopes, mas a arbitragem, além de não marcar a falta ainda deu cartão amarelo para Bernard.

Mal começou a etapa final e, aos 3 minutos, a arbitragem deixou de marcar nova penalidade para o Galo, dessa vez em cima de Tardelli.

Um minuto depois Vitor salvou o Atlético em batida de Caceres.

O tempo passava, o Atlético tentava pressionar, mas sofria com os contragolpes do adversário.

Após 20 minutos, nem atacar direito o Galo conseguia, enervado, sendo dominado pela marcação adversária.

Ronaldinho Gaúcho errava passes, dribles, e tudo o que fazia no gramado.

No desespero, aos 31 minutos, Cuca sacou Pierre e colocou Luan no ataque.

Se na primeira etapa tivemos sete minutos de paralisação por conta de uma contusão do goleiro argentino, no segundo, a iluminação do Independência apagou, aos 32 minutos, de maneira estranha, diga-se de passagem.

Bem estranha…

Onze minutos depois, com a torcida do Galo gritando “Eu acredito !” a partida foi reiniciada.

Aos 46 minutos, Alecsandro entrou no lugar de Tardelli e Guilherme no de Bernard, ambos, os que saíram, com baixo desempenho, principalmente na etapa final.

Dois minutos depois, Guilherme pegou, de primeira, cruzamento pela esquerda e a bola passou perto.

Até que, aos 50 minutos, da entrada da área, o mesmo Guilherme acertou belíssimo chute e fez a torcida do Atlético explodir.

Dois a zero.

Ronaldinho escapou pela esquerda, aos 52 minutos, e bateu cruzado, mas a bola desviou na zaga e foi para fora.

Pressão total do Galo nesse momento.

58 minutos, e os dois a zero do Atlético, somados aos dois a zero do NOB na Argentina levaram a partida para as penalidades.

Alecsandro bateu bem e converteu.

Scocco, no meio do gol, empatou.

Guilherme, no ângulo esquerdo, indefensável.

Vergini, goleiro num canto, bola no outro.

E veio Jô, bateu mal, para fora.

Casco bate na trave e dá esperanças ao Galo.

Richarlysson, numa batida lamentável, longe do gol, cobrou por cima.

Inacreditável, Cruzado errou e bateu para fora.

Dois a dois.

Haja coração !

Ronaldinho Gaúcho, com enorme categoria, deixa o Galo em vantagem.

Três a dois.

E veio Vitor, sensacional, defender o penalti de Maxi Rodrigues, se transformando novamente no herói do Galo no campeonato.

Sim, o Galo conseguiu !

E a maior parte de Minas Gerais não dormirá nessa noite que será, certamente, de justa comemoração.

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