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As abstenções da PEC 37

Ontem, por maioria absoluta, quase unânime, a PEC 37 caiu no Congresso Nacional.

Certamente resultado das diversas manifestações populares pelo país, que amedrontaram nossos políticos.

Outra certeza é que se os olhos da nação não estivessem voltados para a votação, o resultado seria bem mais apertado, diria até difícil de ser prognosticado.

Muitos dos 430 votos a favor da derrubada da PEC eram, ideologicamente, contrários, mas covardemente até comemoram, ao final, o que, na verdade, lamentavam.

Assim como também não devem ser demonizados todos os nove votos contrários à vontade popular.

Há sim, entre eles, os que temiam, em causa própria, que novas vertentes de investigações, como as do MP, pudessem atingi-los ou a seus pares.

Mas existem opiniões, que merecem ser respeitadas, de gente que realmente acredita que investigações devem ser realizadas apenas pela polícia.

Porém, distante dessa discussão, é inaceitável que opções tão claras e distintas de votação recebam dois votos de abstenção.

É a covardia disfarçada de indecisão, o medo de enfrentar o povo, junto com o compromisso de não prejudicar parceiros políticos.

Foi o caso dos votos dos deputados Paulo Cesar Quartiero (DEM) e Arnaldo Faria de Sá (PTB).

Gente que, por sinal, infelicita há anos o país com ações sempre às sombras dos bastidores políticos, invariavelmente prejudicando a população.

Mais perigosos do que o mensaleiro Valdemar Costa Neto, que ao menos demonstrou de que lado está, essa gente sequer tem a coragem de expor suas verdadeiras convicções.

O povo não pode se esquecer de quem se omite em momento tão importante e decisivo nessa onda de mudanças que está apenas começando em nosso país.

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