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Desabafo de mais uma vítima da facção criminosa Gaviões da Fiel

Por LUIS GABRIEL

Boa noite Paulinho,

Antes de tudo, gostaria de saber, se me permite esse espaço do teu blog, para que eu possa fazer um desabafo.

Desabafo tal, de uma situação que aconteceu comigo hoje, com a torcida do Corinthians, nessa tarde de domingo.

Estava indo encontrar uma amiga que chegou em São Paulo mês passado, que vai passar a morar aqui junto com duas amigas.

Pensei em apresentar a cidade, mostrar alguns pontos para que elas pudessem se sentir mais a vontade na nossa querida terra da garoa.

Planejei em começar pela nossa grandiosa Av. Paulista, na querida Augusta e no charme da Oscar Freire.

Encontrei minha amiga e suas amigas na Estação Pinheiros.

Enquanto aguardava o metrô, percebi um tumulto, uma gritaria, hinos vindo escada abaixo.

Logo reconheci que era do meu Corinthians, time que tanto amo, que cresci assistindo os jogos e estive acompanhando seus melhores e piores momentos.

Piores momentos tais, que presenciei hoje.

Quando entramos no metrô sentido Luz, entraram conosco cerca de 10/12 membros da Gaviões da Fiel (inclusive duas garotas).

Eles começaram a gritar dentro do vagão, cantar musicas ofensivas como “OOOOÔ, TOMA NO C* PORCOO”, bater nas janelas do metrô, pular, empurrar as pessoas (inclusive idosos no banco reservado) e afins.

Mas sabe o que foi pior Paulinho? O que mais me deu vergonha?

Eles gritando “somos assassinos mesmo, quem é anti tem que morrer!!!! QUEM QUE É ANTI AQUI? SE TIVER VAI MORRER AGORA!” e o tal falador, com uma touca de um gavião e uma chave de roda que acabara de tirar da mochila, intimidando a todos, inclusive a mim (torcedor fiel dessa nação alvinegra), enquanto os outros do “bando de loucos” não paravam de cantar.

As crianças já estavam chorando, pessoa de bem assustadas, um verdadeiro cenário de horror que eles estavam se deliciando de dar risada.

Também cantaram uma musica com o nome de um cara, não sei quem é.

Pelo o que eu ouvi, parecia se um torcedor palmeirense que eles mataram em algum clássico.

Era mais ou menos assim: “Ooooô fulano, aquele porcoooo, também foi a gente que matou!”.

Naquele momento, não sabia onde enfiar a cara, o que eu podia dizer para as três inocentes meninas que vieram pra São Paulo ESTUDAR?

Que é normal conviver com esse vandalismo?

Que todos estão certos quando dizem que no Corinthians só tem marginal?

Como a torcida que tantas vezes eu apoiei, gritei campeão, comemorei junto no estádio estava fazendo aquilo com aquelas pessoas?

Essa é a torcida do time campeão do mundo?

Por sorte, descemos na Trianon e fomos realizar nosso passeio em paz.

Na hora da volta do metrô, a amiga da minha amiga me puxa e diz: “Aquele pessoal vai estar novamente no vagão?”.

Uma tristeza do tamanho do mundo apareceu em meus olhos, eu engoli todo o meu amor ao Corinthians e a única coisa que eu disse foi: “Eu espero que não”.

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