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Ceni, Marcos… e a dependência aos grandes ídolos

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Ao final da derrota frente a equipe boliviana do Strongest, resultado que deixou o São Pulo em situação crítica na Taça Libertadores, o assunto que mais ganhou destaque nas redes sociais foi…. a suposta falha de Rogério Ceni.

Criticas vindas, principalmente por torcedores adversários, logo ganhou voz junto a muitos jornalistas que passaram a enfatizar esta dependência da equipe ao seu arqueiro.

Mais que apenas o jogador com maior número de atuações na equipe do Morumbi, Rogério possui uma condição de liderança junto ao elenco e torcedores, pouco vistas ao longo da história do futebol brasileiro.

Se legítima, ou não, esta é uma questão que certamente demanda uma interpretação muito particular.

Certamente para muitos torcedores tricolores, Rogério está acima de qualquer crítica e sendo assim, pouco importa se há, ou não, esta dependência.

Para eles, Ceni pode falhar, pois possui um vasto histórico de bons serviços prestados.

Eles são “Ceni”, muito embora, só o sejam, justamente por serem São Paulo antes de tudo.

Para outra parcela de torcedores tricolores, muito embora Ceni tenha uma condição de ídolo, não cabe ao São Paulo ainda não possuir uma alternativa ao veterano arqueiro.

A verdade é que situação similar ao de Rogério já aconteceu, recentemente, do outro lado do muro do Centro de Treinamento do tricolor, justamente no rival Palmeiras.

Durante muitos e muitos anos, São Marcos, possuía uma condição de liderança e idolatria em sua equipe.

De forma similar, muitos palestrinos também costumavam colocar Marcos acima do bem e do mal.

No entanto há uma diferença nos casos.

O Palmeiras possuía goleiro para substituir Marcos a altura.

Uma prova disso é que acabou abrindo mão do, agora, selecionável Diego Cavalieri, para o Liverpool.

Hoje teve que contratar um goleiro “estrangeiro” (não originário das categorias de base).

Já o São Paulo, não.

A dependência junto ao ídolo Rogério Ceni não é apenas uma questão de idolatria.

Ceni ainda é o melhor goleiro do elenco.

Não há reserva a altura.

Um erro.

Uma equipe profissional não pode se dar ao luxo de cometer erro tão grave de planejamento.

Talvez isso, seja apenas um exemplo que serve para mostrar porque a equipe do Morumbi agoniza na atual edição da Taça Libertadores.

Erro, ainda mais reforçado se considerarmos que o artilheiro da equipe, Luis Fabiano, inegavelmente reconhecido por seu desequilíbrio em campo, também não possui qualquer reserva a altura.

De qualquer forma, a questão ao final é apenas uma.

Rogério Ceni, Marcos e, até mesmo, Luis Fabiano são ídolos de suas torcidas.

Fato !!!

São Paulo, Palmeiras e qualquer outra equipe que agirem de forma similar, erram ou erraram, ao considerar a condição de ídolo como justificativa para manter determinado jogador em seu elenco.

O profissionalismo vigente no futebol atual não permite isso.

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