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“Isto É” tenta ajudar os “12 apóstolos” corinthianos, mas entrega que dirigentes do clube agem para soltá-los

Em mais uma deprimente tentativa de utilização da imprensa para fins nada nobres, a revista “Isto É” publicou em sua mais recente edição uma matéria tentando canonizar os “apóstolos” que se dizem torcedores do Corinthians, presos acusados de assassinar um garoto de 14 anos, na Bolívia.

Depoimentos de mães afirmando a bondade dos filhos, dos presos se dizendo torturados, opiniões críticas e pesadas da publicação contra o que tratam como “descaso” do Governo brasileiro… tudo serve para tentar mobilizar, ou manipular, a opinião pública a favor dos tais coitadinhos.

A revista chegou até a falar sobre os “empregos” de cada um, porém sem comprovar que de fato existem ou explicar como fazem para faltar por tantos dias de trabalho.

Chegaram ao cúmulo de citar o filme “Expresso da Meia Noite”, símbolo de prisão torturadora contra gente inocente.

Uma verdadeira aberração jornalística.

A única coisa positiva da matéria e que, certamente vazou por descuido de seus editores, foi a declaração de que dois dirigentes do Corinthians conversam diariamente com os presos, por telefone.

Ou seja, mesmo sem citar de quem se tratam, demonstram claramente a aproximação e a promiscuidade do clube com a facção organizada, além da tentativa desesperada de liberar aquele que pode dar com a língua nos dentes e contar tudo o que precisa ficar escondido.

Falamos, evidentemente, de Tadeu de Macedo Andrade, o líder dos Gaviões da Fiel.

Este que, por sinal, admitiu informação do Blog do Paulinho, de que no momento da confusão, encontrava-se afastado do local, mas que foi acionado para “negociar”, ele diz “conversar”, com os policiais.

Mente apenas ao dizer que estava fora do estádio (já se passavam 15 minutos de jogo), quando na verdade sentava em cadeiras próximas dos dirigentes alvinegros, com quem dividiu até o hotel da delegação.

Diferentemente do que insinua a “Isto É”, que dá até valor de propina a ser pago para os bolivianos como maneira de facilitação da soltura (R$ 180 mil), como se sugestionasse os dirigentes a fazê-lo, num momento surreal do jornalismo, a solução para o impasse não é tão difícil assim.

Basta que os apóstolos, em “conclave” a mais de 30 dias, decidam-se logo pelo Papa, liberando assim os outros cardeais para retornar ao árduo mundo do “trabalho”.

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