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O “esquema” da CBF com a CBBS para desviar dinheiro da Nike

Assim que a FIFA assumiu a gestão dos campeonatos mundiais de Beach Soccer, em 2004, a CBF tornou-se a única entidade com reconhecimento para organizar torneios desse esporte.

Assim como ocorre no futebol profissional, futsal, etc., a FIFA somente se relaciona com a Confederação Brasileira de Futebol, desconhecendo a atuação doutras entidades.

Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, descobriu um filão de pouca cobertura dos bastidores pela mídia, perfeito para ações que precisavam acontecer de maneira subterrânea.

Para tal, assinou documento, em 4 de novembro de 2009, reconhecendo a Confederação Brasileira de Beach Soccer (CBBS) como parceira da CBF, deixando claro que seu presidente terá que se submeter a todas as ordens da entidade, a única que pode oficialmente dialogar com a FIFA.

Ou seja, nada acontece sem a responsabilidade da CBF.

Meses depois, Teixeira colocou na presidência da CBBS um ex-árbitro, Marcos Fabio Spironelli, homem de confiança do submundo futebolístico.

Estava então orquestrado o esquema que transformaria Spironelli, à época de posses limitadas, em milionário da noite para o dia, e proporcionaria a Ricardo Teixeira novo ponto de recebimento de recursos não contabilizados.

De posse dos mais variados documentos que comprovam os deslizes da CBF e da CBBS, iniciamos hoje uma série de comprovações de falcatruas, que incluem desde “mensalão” para dirigentes até falsificação de documentos.

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DINHEIRO DA NIKE DESVIADO PARA MENSALINHO DO VICE-PRESIDENTE

CBBS constituição

A Nike, patrocinadora da CBF, foi obrigada por Ricardo Teixeira a depositar, mensalmente, valores diversos na conta da CBBS.

Mais precisamente no Bradesco, ag. 03114, c/c 0090369-8.

Parte desse dinheiro era utilizada para pagar o “mensalinho” do vice-presidente da entidade, Ricardo Fonseca Ribeiro, uma espécie de remuneração não prevista pelo estatuto.

Precisamente R$ 7,5 mil mensais.

Vale lembra que Marcos Fabio Spironelli, além de presidente da CBBS acumula também o cargo de presidente da Federação Paulista de Beach Soccer.

Ou seja, vota em si próprio nas eleições.

Para Ricardo Teixeira e Spironelli sobrariam, segundo informações, o grosso da receita não contabilizada, desviada para diversas empresas, entre elas agências de viagens ligadas ao presidente da CBBS, que foi dono da T.T. Travel Agência de Viagens e Turismo Ltda.

Há também serviços executados por empresas em nome de Spironelli para a própria CBBS (documentos que serão exibidos amanhã).

Ou seja, o contratante e o contratado são a mesma pessoa.

Fato que desencadeou pesado protesto por intermédio de carta do presidente da Federação Carioca de Beach Soccer, Rodrigo Royo, que além de reclamar do absurdo, denunciou outros desmandos de Spironelli.

http://blogdopaulinho.com.br/2012/06/11/federacao-carioca-cobra-desmandos-de-spironelli-na-confederacao-brasileira-de-beach-soccer/

EXTRATO QUE COMPROVA OS DESVIOS E O “MENSALINHO”

Publicamos, logo abaixo, o extrato que compreende a movimentação bancária da CBBS durante o período de julho de 2011.

Observe que no dia 05 de julho, após um saque de R$ 18 mil, o saldo da conta da CBBS é de apenas R$ 539,00.

Ou seja, quase zerada.

Em 08 de julho, a Koch Tavares, parceira de negócios da CBBS, transfere R$ 5 mil na conta da entidade.

Gente da CBBS garante que a empresa era obrigada a depositar pequenos “agrados” para Spironelli, maneira única de continuar agenciado partidas da Seleção Brasileira.

O dinheiro da NIKE, por ordem de Ricardo Teixeira, ingressou na conta no dia 11 de julho.

Generosos R$ 270.788,00.

extrato nike

Dois dias depois começam as retiradas e transferências.

Destacamos as mais suspeitas.

Dia 13, retirada de R$ 36,2 mil e transferência de R$ 111 mil para a PRIMA CLASSE AGENCIA DE VIAGENS.

A Koch Tavares volta a agraciar a entidade, no dia 15, com deposito de R$ 6,9 mil.

Dia 20, novo saque de R$ 20,8 mil.

E chegou, enfim, o dia do “mensalinho” do vice-presidente.

TED da CBBS para Ricardo Fonseca Ribeiro, no valor de R$ 7,5 mil, realizado em 26 de julho.

extrato mensalinho

Para ajudar nas despesas do final de mês, Spironelli teve tempo ainda de, no dia 28 sacar mais R$ 19 mil.

extrato 1

extrato 2

Vale lembrar que o presidente da CBBS não poderá, em momento algum, alegar desconhecimento dos fatos porque, segundo o estatuto da entidade, em seu Capítulo II, artigo 69º, “o pagamento de qualquer despesa somente poderá vir a ser processado após a devida autorização do presidente.

estatuto 1

estatuto 2

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