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Depoimento de Marcos Valerio diz que funcionário de Boris Berezovsky esteve em reuniões petistas que podem ter influenciado na morte de Celso Daniel

O jornalista Breno Altman, braço direito do corrupto e quadrilheiro condenado José Dirceu (PT), além de funcionário do, segundo o MPF, mafioso russo, Boris Berezovsky, foi apontado em depoimento de Marcos Valério, o operador do Mensalão, como um dos participantes de reuniões que podem ter decidido o destino de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André.

Levando-se em consideração os “métodos” utilizados na execução, além do evidente “silenciamento” de muitas testemunhas, entre elas alguma envolvidas no inquérito, não é nada improvável pensar no que estamos pensando, no momento.

Num desses encontros, no hotel Sofitel, com participação da alta cúpula petista, o Secretário Geral do partido, Silvio Pereira, tratado como “Silvinho”, teria pedido a Valério dinheiro para “calar” Ronan Maria Pinto, que chantageava Lula, Dirceu e Gilberto Carvalho à ocasião.

Ronan era um dos beneficiados de esquema de desvio de dinheiro público que tinha intenção de irrigar financeiramente o PT.

Sangria esta que Celso Daniel prometeu estancar ao saber que, na verdade, os recursos estariam sendo divididos entre membros da cúpula petista, fala-se em Lula, Dirceu, etc., e sequer adentravam aos caixas do partido.

BRENO ALTMAN E A MÁFIA RUSSA

Procurado pela Interpol em todo o mundo, o russo Boris Berezovsky foi condenado à prisão em seu país, acusado de diversos crimes, além de ter sido indicado, aqui no Brasil, em relatório dos Ministérios Público Estadual e Federal, como um dos “Chefões” da Máfia Russa, na Europa.

Eram dele os recursos que abasteciam, por exemplo, a parceria MSI-Corinthians, no Brasil, que tinha como “gerente” o iraniano Kia Joorabchian.

Altman, jornalista, segundo dizem, financiado pela cúpula petista, possui ligações estreitas com José Dirceu, sendo inclusive o responsável pelo contrato de “consultoria” assinado pelo mensaleiro, e confirmado pelo próprio, para assessorar Berezosky em seus negócios particulares.

Assim que a revista VEJA publicou o relatório do MPF, em que soube-se que por intermédio de José Dirceu e também do deputado federal Vicente Cândido (PT), tentava-se aproximar o mafioso russo do então governo Lula, em que o nome de Altman também é citado, o jornalista correu para as tribunas ligadas ao partido para dar sua versão dos fatos.

Na ânsia de desvincular o nome do “companheiro”, então nome mais poderoso do PT à ocasião, Altman declarou, em carta aberta publicada no “Blog do José Dirceu”:

“(…) fui contratado pelo sr. Bóris Berezovski em fevereiro de 2006, para atuar como consultor de suas empresas – entre as quais não se incluía a MSI, é bom deixar claro. Meu trabalho consiste de reuniões mensais com o board de seu grupo, para analisar a situação política e econômica do Brasil e da América Latina, bem como o desenvolvimento de estudos sobre possíveis investimentos em nosso país. Trata-se de trabalho profissional normal e transparente, definido em contrato, sem vínculos de outra natureza, apartado de minha militância partidária e de meus outros afazeres.

Nessa condição, fiz sondagens informais junto a membros do governo brasileiro para averiguar a possibilidade de reconhecimento de sua condição de asilado político, a ele outorgada pelo Reino Unido nos termos da Convenção de Genebra. As informações que recebi, sobre como proceder, eu as repassei ao escritório de advocacia que o representa na Inglaterra. Essas consultas estão nas gravações realizadas pela Polícia Federal, como é de conhecimento público.”

http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=archivecategory&year=2007&month=09&id=1&module=1

Ou seja, Breno Altman confirma, de próprio punho, no site do “companheiro” José Dirceu, ser funcionário de Boris Berezovsky, além de ter tentado realizar negócios, em nome dele, com o Governo brasileiro, chegando até a tentar asilá-lo politicamente por aqui.

Embora negue, sem convencer muito, de que entre as tratativas estava a parceria MSI-Corinthians, temeroso de que seu então patrão, que era negado por todos os envolvidos no negócio, pudesse ser prejudicado de alguma maneira nas investigações que já se aprofundavam no período.

Informado do que já havia sido descoberto sobre as ações do russo noutros países, Lula foi desaconselhado por sua cúpula à recebe-lo, evitando assim assinar recibo que poderia ser cobrado posteriormente.

BRENO ALTMAN, FALÊNCIA E “RENASCIMENTO” FINANCEIRO

O jornalista Breno Altman era proprietário, junto com alguns membros de sua família, de uma gráfica denominada SCRITTA OFICINA EDITORIAL LTDA.

Passou a dar calote em diversos credores, foi processado e pediu falência, um ano depois, em 1997.

Na ocasião, utilizava-se do CPF: 084.899.758-17.

Para poder novamente se inserir no mundo dos negócios, Altman adotou novos documentos, entre eles outro CPF: 089.428.718-44.

Documentação esta que utilizou até o final de 2007, conforme comprova novo processo judicial em que foi réu, nº 0801280-23.2007.8.26.0100, aberto pela Sra. Vilma da Cunha Lobo Natividade.

Logo após ser citado pelo MPF como um dos intermediadores de possível negócio do Governo Lula com Berezovsky, Altman cancelou o novo CPF na Receita Federal e retornou ao antigo, que já estava com suas pendências “caducadas”.

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