Erros e acertos da diretoria do São Paulo no episódio com os argentinos

Muitas versões estão sendo contadas sobre os acontecimentos que cercaram as duas partidas decisivas entre São Paulo e Tigre da Argentina.

A verdade, para quem quer enxergar, é bem clara.

O Tricolor foi extremamente mal recebido na Argentina pelos representantes do Tigre, além de ter sido vítima de violência explicita dos marginais que são tratados como jogadores pela equipe local.

Fato.

Porém, seus dirigentes, embora neguem, erraram, e muito, ao tentar devolver a “gentileza” aqui no Brasil.

O São Paulo tinha é que ter demonstrado sua grandeza, tratando da melhor maneira possível àqueles que ainda acreditam que o futebol parou nos anos 60, quando a prática antidesportiva era até exaltada pela mídia.

Não o fez e merece sim as críticas que estão recebendo por isso.

Porém, estes episódios não podem ser confundidos com a cafajestagem aprontada pelos argentinos, ontem, no Morumbi.

Desde o início do jogo, inferiores tecnicamente, buscavam a todo instante apelar para a violência.

Depois, no intervalo, sob a frágil justificativa de terem sido provocados – como se fossem freiras – partiram com tudo para agredir os jogadores são-paulinos que, inteligentemente, evitaram o confronto.

Nos vestiários, diferentemente das mentiras que contaram para a imprensa argentina, e que alguns jornalistas brasileiros repercutiram, foi por iniciativa dos argentinos que a confusão atingiu os lamentáveis níveis de violência nos tuneis de vestiários do Morumbi.

Desafiaram a polícia, partiram para cima dos seguranças, insinuaram o desejo de invadir o vestiário do Tricolor e foram reprimidos com a força proporcional ao ataque que foi iniciado por eles mesmos.

É justo, sim, culpar o São Paulo pela infelicidade de seus dirigentes em retrucar o tratamento recebido na Argentina, mas não pela ação correta dos seguranças do clube, que se utilizaram da força necessária para impedir um desastre maior.

Com relação aos argentinos utilizarem-se do episodio para fugir do confronto dentro de campo na segunda etapa, ficou claro que, apesar de realmente abalados pela justa surra, o temor maior era o de serem goleados por um adversário nitidamente superior.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.