Domingos da Guia, 100 anos

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Para muitos, o maior zagueiro de todos os tempos.

Um craque com nome e sobrenome, Domingos da Guia.

Hoje se comemora seu centenário.

Nascido no Rio de Janeiro, começou sua carreira no Bangu com apenas 17 anos.

Contratado pelo Vasco, logo foi jogar no Nacional de Montevidéu.

Algo raro naquela época para um jogador brasileiro.

Foi campeão uruguaio em 1933.

De volta ao Brasil, foi campeão carioca pelo Vasco da Gama em 1934.

Já no ano seguinte, seria campeão argentino pelo Boca Juniors em 1935.

Um feito inédito, até os dias atuais, tricampeão, consecutivo, em três países diferentes.

Possuía uma classe e domínio de bola tão grande que costumava sair driblando os adversários em sua própria área.

Jogada de alto risco que ganhou o nome de “domingada”.

Foi um dos destaques da seleção brasileira que encantou o mundo na Copa de 1938, chegando a uma incrível terceira colocação.

Naquela competição foi protagonista de uma cena que marcou para sempre a história do futebol mundial.

Na partida válida pelas semifinais, levou uma “encostada” do atacante italiano Piola.

Indignado, deferiu-lhe um pontapé.

Repreendido pelo árbitro suíço, pensou que tivesse sido expulso juntamente com o italiano.

Começou a se encaminhar para fora do campo.

Antes de sair foi avisado que não estava expulso.

Quando voltou, no entanto, viu a bola na marca do pênalti.

Aquele jogou acabou por tirar a nossa seleção da Copa.

A Itália venceu por 2 a 1.

De volta ao Brasil, voltaria a conquistar por mais três vezes o título carioca, em 1939, 1942 e 1943, agora pelo Flamengo.

Além do bom futebol, Domingo daria ao mundo do futebol, um de seus grandes nomes.

Seu filho foi um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, simplesmente Ademir da Guia.

Domingos foi convocado para a seleção lá de cima em 18 de maio de 2000.

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