“Fielzão” dobra dívida do Corinthians e obras vão atrasar

A irresponsabilidade de alguns dirigentes do Corinthians tem preocupado até aqueles que, por tanto tempo, usufruíram do atual estado das coisas.
O leitor desse espaço sempre soube que o custo real do “Fielzão” ultrapassava, e muito, os anunciados R$ 820 milhões.
Hoje já está na casa do R$ 1 bilhão.
E continua aumentando.
Pressionados por Luis Paulo Rosenberg, que trouxe para si a responsabilidade por todos os atos administrativos do empreendimento, os incompetentes gestores alvinegros assinaram a estapafúrdia clausula de que se a Odebrecht tivesse necessidade, durante a obra, de realizar empréstimos pontes, o clube teria que ressarci-la em 10% sobre R$ 820 milhões, valor base do contrato.
Dois foram efetuados e o clube já deve R$ 164 milhões, somente à empresa, sem contar os mais de R$ 200 milhões arrastados do período Andres Sanchez.
Um conflito foi criado, porque os pagamentos teriam que ser realizados à vista, e não foram, obrigando a construtora a pressionar o Corinthians que, desesperado, tenta a todo custo intervenção governamental para liberar o dinheiro do BNDES.
É fato que todo o cronograma, seja de recebimento de dinheiro (BNDES e PREFEITURA) ou de prazos a serem cumpridos está comprometido.
O clube não consegue garantir o pagamento de um centavo sequer, por consequência o dinheiro previsto tornou-se imprevisto, obrigando a Odebrecht a colocar o pé no freio, já sabedora de que o calote será inevitável.
