Corinthians deve quatro anos de IPTU, mesmo assim consegue Certidão Negativa de Débitos

Para conseguir receber o dinheiro da Prefeitura, disfarçado de incentivos fiscais, que serão utilizados na construção do “Fielzão”, o Corinthians não poderia ser devedor de impostos.

Não é o que acontece.

Os IPTUs de 2008 a 2012 não foram pagos.

Período compreendido entre a gestão Andres Sanches e também a de Mario Gobbi.

Recentemente, conseguiu liminar, disponibilizando bens a penhora, num daqueles subterfúgios de quem não tem a menor intenção de quitar as obrigações.

Porém, há duas semanas, a Prefeitura tratou de facilitar ainda mais a vida do Corinthians, emitindo declaração de satisfação com o que fora oferecido pelo clube como garantia de pagamento (penhora), ação esta que fez a Justiça transformar o que era Liminar em decisão definitiva.

Ou seja, um belo arranjo de bastidores.

“Estando garantido o juízo com a lavratura do termo de caução de bens imóveis e havendo indubitável receio de dano irreparável ou de difícil reparação, ante a negativa de expedição de certidão negativa e iminência de inscrição do nome da autora nos cadastros do Cadin e Serasa, torno definitivos os efeitos da liminar concedida e JULGO EXTINTO o processo, nos termos do artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, pela presença do “fumus boni juris” e do “periculum in mora”.

Na prática, o Corinthians empurra a dívida com a barriga, consegue a certidão necessária, e tem o caminho facilitado para a liberação do dinheiro público.

E a Prefeitura, que não receberá os IPTUs atrasados e ainda arcará com boa parte da obra do “Fielzão”, foi condenada, nesta mesma decisão, a pagar os honorários advocatícios, fixados em R$ 1 mil.

É o povo pagando para tomar calote.

Uma decisão absolutamente surreal, indecente e que estapeia a face de todo cidadão honrado de São Paulo.

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