Caso Assange: a seletiva indignação da Inglaterra

A Inglaterra não quer conceder o salvo conduto a Julian Assange, líder do grupo Wikileaks, responsável por vazar documentos importantes, divulgados em parceria com os principais jornais do mundo, entre eles, o brasileiro “Folha de S.Paulo”.

Sem o documento, Assange não conseguirá embarcar para o Equador, país que acaba de lhe conceder asilo político.

Os súditos da Rainha falam até em, acreditem, invadir a embaixada equatoriana, no intuito de retirá-lo a força do local.

Um absurdo.

Estranha-me, porem, independentemente do mérito da confusão em questão, a maneira como os ingleses diferenciam sua indignação.

Por exemplo, não há relatos de atitude semelhante para expulsar do País o criminoso Russo, condenado, Boris Berezovsky, nem seus parceiros que são processados mundo afora, inclusive no Brasil.

Tivesse Assange condição financeira semelhante à do Oligarca, que contribui, e muito, para a manutenção da boa vida Real, e as coisas seriam diferentes.

Nem mesmo os interesses dos parceiros americanos – os mais incomodados com o Wikileaks – se sobreporiam à ganancia inglesa, que trata a moral como se fora artigo de supermercado.

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