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Torcedores se unem em projeto contra a ditadura de Juvenal Juvencio

Por FAJOPA

CARTA ABERTA A PARTICIPANTES DO PROJETO VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA

Eu, Fábio José Paulo, participante de saudosos sites Tricolores (Manifesto Tricolor, São Paulo Mania e Site Proibido), fui convidado a participar do projeto“Voluntários da Pátria”, junto com o são paulino Alexandre Pinto e o blogueiro Emerson Gonçalves do GloboEsporte.com (Olhar Crônico Esportivo), que infelizmente não poderá estar presente nesse primeiro encontro.

Esclareço que temos uma opinião clara e pública contra o terceiro mandato de Juvenal Juvêncio, compartilhada por outros são-paulinos que formaram o cerne da Campanha do site “Nem a Pau Juvenal” (http://nemapaujuvenal.webnode.pt/), que lutou para que os Conselheiros tricolores se conscientizassem do mal que estavam – e ainda estão – fazendo ao clube.

Embora estes tenham preferido ouvir a voz da soberba, nossa convicção segue a mesma, reforçada pelos insucessos que demonstram como um erro atrai o outro, dentro e fora de campo.

O documento a seguir, intitulado “A Volta do São Paulo de Vanguarda”, foi escrito e reescrito a várias mãos, trazendo o que eu e outros são-paulinos pensamos sobre o presente e o futuro do clube.

Os signatários indicados no final, além de centenas de outros são paulinos, apresentamos nossas idéias para a volta do São Paulo de Vanguarda do qual temos muitas saudades.

Esperamos, democraticamente, que tais idéias possam ser analisadas dentro do atual contexto em que vivemos.

Um clube sem patrocinador principal, que teve como últimos patrocinadores o chamado Banco do Mensalão, além de patrocínios esporádicos que transformaram nosso manto em um abadá.

Um clube mal visto por rivais, endividando-se progressivamente a cada balanço apresentado, perdendo a maioria dos clássicos e jogos decisivos que disputa, cada vez arrecadando menos com o Projeto ST, que tira jogador de concentração às vésperas de jogo decisivo, sem conquistas nos últimos anos, com dezenas de contratados de baixíssimo nível, entre outros exemplos de má administração.

Uma análise séria só mostra que estamos atrás de vários clubes, que hoje são mais rentáveis, são mais democráticos, mais inovadores e, infelizmente, mais vencedores.

É simples questão de observar, sem palavras de ordem e patrulhamentos para impor a falácia de que o tricolor é “o maior do mundo”, até porque acreditamos que esse grupo de trabalho surge como uma iniciativa séria.

VINTE E DOIS TÓPICOS PARA A VOLTA DO SÃO PAULO DE VANGUARDA

1)     Não vemos como o São Paulo pode voltar a ser de vanguarda sem reconciliar-se com a legalidade, ou seja, cumprindo voluntariamente a decisão que anulou a reforma estatutária e com JJ renunciando ao mandato irregular.

Qualquer outra discussão é inútil sem tal providência.

Exemplificando isso, lembremos do Corinthians de Dualib, do Palmeiras de Mustafá, do Vasco de Eurico Miranda, da CBF de Ricardo Teixeira, onde dirigentes que se achavam acima do bem e do mal, levaram seus clubes e a Seleção a vergonhas terríveis dentro e fora de campo;

2)     Democracia ampla, estendendo ao sócio- torcedor o direito de voto para a escolha do Presidente do Clube.

Critica-se o voto dos associados do clube porque muitos não seriam são-paulinos.

Pois os sócios torcedores são 100% são paulinos, apaixonados e desinteressados por cargos dentro do clube.

O projeto ST, hoje fracassado, ganharia novo ânimo com tal modalidade de associação, evidentemente mais cara, mas atraente a milhares de são paulinos em todo o Brasil por seu caráter transformador;

3)     Democracia no estatuto para proporcionar uma política verdadeiramente pluralista, sem coações.

Muitos jovens alinhados com o atual Presidente, porém contrários ao golpe em seu princípio, foram ameaçados de perder espaço em futuras chapas.

São reféns de um Estatuto arcaico, que privilegia os grupos de sempre.

Em vez de duas chapas sempre disputando as eleições, prever no Estatuto a possibilidade de outras chapas, o que impediria a tomada do Conselho como se vê hoje, por meio de troca de favores, distribuição de cargos e homenagens pavorosas, como o busto ao presidente ilegítimo;

4)     Eleição direta para Presidente a partir de 2015, sendo que sucessor de quem complementar a atual gestão seria eleito com participação de associados, sócios-torcedores e Conselheiros, de acordo com um determinado peso a ser definido para cada voto. Ex.: Conselheiros com peso cinco, associados com peso dois e sócios-torcedores com peso um;

5)     Fim da eleição de conselheiros por data de associação (antiguidade), o que traz para o Conselho pessoas que receberam nenhum ou pouquíssimos votos.

Os Conselheiros eleitos devem ser sempre os mais votados;

6)     A eleição para o Conselho deve ser proporcional aos votos que cada chapa obteve.

Jamais ocupar todas as vagas com candidatos pertencentes à chapa que obteve mais votos.

Isto leva-nos à morte da sempre desejável oposição, reforçando os benefícios ao engrandecimento democrático do clube, além de ampliar a fiscalização aos atos da direção;

7)     Transparência total, ou seja, acesso dos conselheiros de situação ou oposição a contratos, além da prestação de contas mensal ou trimestral;

8)     Proibição absoluta a membros da Diretoria ou do Conselho de ter negócios com o clube.

Isso é vital para evitar favorecimentos e benefícios, que tanto criticamos na política convencional do dia a dia;

9)     Pensar no torcedor tricolor que não está em São Paulo, pois dentre os times paulistas, o São Paulo é o único que tem a maioria de seus torcedores fora de São Paulo, conforme atestam as principais pesquisas.

Planos específicos do ST, desenvolvimento do projeto de Embaixadas, entre outras promoções para esse torcedor, devem ser incentivados;

10)  Separação total das áreas sociais do clube em relação ao futebol (base, profissional e Estádio);

11)  Profissionalização da Gestão, com a criação do cargo de CEO, com plenos poderes, inclusive sobre o futebol.

No lugar de colaborações ilustres, a inclusão de profissionais especializados e remunerados como diretores, em todas as áreas fundamentais ao futebol, incluindo marketing, com as cobranças por resultados decorrentes de tais cargos;

12)  Estabelecer uma filosofia para o futebol de acordo com a História do clube, privilegiando o jogo ofensivo, bonito e sem abrir mão da competitividade.

Com base em tal exigência, formar uma comissão técnica em que os profissionais se comprometam com essa forma de atuar, desde as categorias de base, que formariam jogadores a partir dessa linha de atuação;

13)  A comissão técnica deve ser fixa e com nomes de relevo, pois está comprovado que a estrutura não produz sem o elemento humano qualificado.

As saídas de Carlinhos Neves e Turíbio Barros, seguidas de um festival de lesões intermináveis, falam por si mesmas;

14)  Proibição absoluta de ingerência no trabalho dos contratados, por motivos e exemplos óbvios;

15)  Fim do status misterioso e privilegiado de Milton Cruz, um suposto auxiliar que goza de mais contato com o presidente que o técnico e até dirigentes, tal como um Rasputin, endossando contratações inexplicáveis – situação agravada por ter um filho empresário;

16)  Definir um único diretor, se não o próprio presidente, como emissor dos posicionamentos públicos da Diretoria, evitando o já célebre e lamentável bate cabeça entre diretores, técnicos e atletas;

17)  Encerrar a estúpida polêmica da Taça das Bolinhas, que serviu como pretexto para rachar o Clube dos 13 e fortalecer os que atuaram contra o SPFC;

18)  Também sob o mote de que estrutura não é o bastante sem capacidade de quem a opera, rever por completo o planejamento em torno do CT de Cotia, com maiores poderes ao coordenador, inclusive para contratar profissionais com base em currículos, não no passado pelo clube.

Trata-se de um projeto muito caro para ser usado como cabide de empregos a ex-atletas;

19)  O Departamento de futebol deve ter total integração entre Base e Profissional, com um “manager” acima dos técnicos de cada categoria e que evite interferências de dirigentes e Conselheiros junto à Comissão Técnica. Deve trabalhar alinhado com o coordenador das categorias de base;

20)  Formação de um time B ou Expressinho, onde jogadores não utilizados no time A e com idade acima das etapas de formação, possam atuar e demonstrar se poderiam ser utilizados no time principal no futuro.

Parcerias com times menores também é algo a ser estudado;

21)  Participação ativa do técnico na busca por atletas, pois é quem deve conhecer as carências do elenco, dentro do sistema que pretende implantar;

22)  Abertura de horizontes na escolha do treinador.

Está evidente que o futebol brasileiro se encontra em seu pior momento quanto a técnicos.

É necessário buscar alguém que fuja ao padrão de mediocridade, nem que seja preciso encontrá-lo no exterior.

É preferível perder um ano de adaptação, se o que vier depois for algo acima da média e com efeitos permanentes.

Signatários

Alexandre Pinto – Executivo de Empresa de Aviação

Damião Marcio Pedro – Advogado

Edney Vieira – Executivo de Multinacional

Emerson Gonçalves – Pecuarista e blogueiro do Olhar Crônico Esportivo

Fábio José Paulo – Economista

Gustavo Fernandes – Juiz

Luiz Antônio da Cunha – Empresário Industrial

Oto Junior – Microempresário

Rafael de Paiva Bueno – Jornalista e Professor de Educação Física

E milhares de são paulinos por esse Brasil e mundo…

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