Oposição teme fraude nas eleições corinthianas

Em reunião da comissão eleitoral do Corinthians ficou decidido, por dois votos a um, que o pleito será realizado com cédulas de papel.
Os oposicionistas Paulo Garcia e Osmar Stabile votaram a favor da idéia, enquanto Mario Gobbi, da situação, pelas urnas eletrônicas.
Insatisfeito com o resultado, o empresário do ramo ligado a “sorte”, André Negão, procurou a imprensa dizendo-se também candidato situacionista.
Não é.
Pretende, evidentemente, forçar a realização de nova reunião, em que votaria com Mario Gobbi, depois desistiria da “candidatura”, a favor do delegado.
Caberia, então, ao presidente do conselho, Carlos Senger, dar o voto de desempate.
O que iria gerar, evidentemente, nova batalha.
Nem a indignação de André Negão com relação a utilização de papel nas eleições foi convincente.
Se realmente pensasse que o papel é obsoleto, teria que mudar de ramo, ou partir, então, para o sistema eletrônico.
Cairia por terra o termo “paga-se o que está escrito”, constante em todos os seus “recibos”.
Conversamos, ontem, com um dos articuladores da campanha de Paulo Garcia à presidência do Corinthians, que tratou de esclarecer os motivos que levaram seu candidato a escolher o sistema de votação por papel.
“Não temo nada contra a eleição eletrônica, e até poderíamos adotá-la se as coisas fossem feitas de maneira transparente no Corinthians.”
“Como adotá-la, se no clube quem cuida das urnas são os membros da situação, e a lista de associados é constantemente modificada por eles ? Na última eleição tivemos uma suspeita de fraude, que teve como resultado um recadastramento que até hoje foi mal explicado.”
“A lista de associados que nos foi passada já teve 2 mil, 5 mil, voltou para 4 mil e até o momento da votação será alterada novamente. Não dá para confiar nessas pessoas.”
“Com o voto em cédula teremos a certeza de que o associado, de fato, estará lá no dia votando. Nas últimas eleições tivemos mais votos do que gente presente. E ficou por isso mesmo.”
“Urna eletrônica se justifica quando um número enorme de pessoas vai votar. No caso do Corinthians não é necessário. Os eleitores são poucos, e queremos ter a certeza que estiveram no local depositando seu voto.”
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