Corinthians, com alma, no Pacaembu

De virada, com dez jogadores em campo, o Corinthians venceu o Avaí por dois a um, no Pacaembu.
Foi do jeito que a Fiel gosta.
Mas, quem assistiu a primeira etapa, e viu um Timão indeciso, sem poder ofensivo, acreditou que as coisas terminariam diferentes.
Principalmente após os 12 minutos, quando Willian recebeu a bola dentro da área, em clamoroso impedimento, e rolou para Robinho abrir o marcador.
O Pacaembu, molhado pela tempestade que inundava São Paulo, sofria com o Corinthians, que pouco ameaçava a meta adversária.
E veio o segundo tempo.
Com ele um novo Corinthians, agitado, brigador, raçudo, empolgante.
A entrada de Sheik no lugar de Jorge Henrique incendiou o time, e o Avaí, antes valente, não passava sequer do meio de campo.
E olha que o Timão jogava com dez desde os cinco minutos da etapa final, após expulsão controversa de Leandro Castan.
Aos 16 minutos, o Pacaembu veio abaixo com um belo gol de Sheik, recebendo assistência de Willian.
Só dava Corinthians, e a virada era questão de tempo.
E veio, sofrida, após bate-rebate na área, complementado, de cabeça, por Liedson, em bola que ultrapassou, por centímetros, a meta do Avaí.
Tudo resolvido ?
Longe disso.
Tite resolveu tirar Liedson e Willian e colocou Edenilson e Wallace, para tentar garantir a vantagem.
Daí por diante, o Corinthians recuou, e, por muito pouco, o Avaí não empatou.
Risco calculado ? Tite errou ? Acertou ?
O torcedor corinthiano pouco queria saber da resposta, ainda mais após descobrir que o Vasco da Gama apenas empatara com o São Paulo, e o Timão, por conseqüência, assumia a liderança do Brasileirão.
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